quarta-feira, 19 de março de 2014

Pastoral Carcerária realiza Assembleia Regional em Serrinha

Com o objetivo de estudar as orientações contidas no livro “Agentes da Pastoral Carcerária”, bem como avaliar o desempenho e planejar as atividades, a Pastoral Carcerária (PCr) do Regional Nordeste 3 realizou entre os dias 14 e 16 de março a sua Assembleia. O evento aconteceu no Centro de Espiritualidade Santa Teresa, na cidade de Serrinha – Bahia e contou com a participação do bispo referencial da pastoral no regional, Dom Ottorino Assolari.
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O encontro iniciou na tarde da sexta-feira (14), com debate sobre o tema: O papel da “Ouvidoria de Polícia”, orientado pelo Ouvidor de Polícia da Bahia, Edmundo Assemany. Ao longo da programação, que contou com a presença de 50 agentes de pastoral, representando 13 dioceses da Bahia e Sergipe, os participantes viveram momentos de formação e espiritualidade.
Segundo o coordenador da PCr no Regional Nordeste 3, Carlos Antônio de Magalhães, a avaliação do encontro foi positiva e os resultados satisfatórios. “A assembleia superou as expectativas dos participantes, sobretudo pela acolhida e pelo aproveitamento de toda programação”, considerou.
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Conheça mais sobre a Pastoral Carcerária
 
A Pastoral Carcerária é a presença de Cristo e de sua Igreja no mundo dos cárceres onde procura desenvolver todos os trabalhos que essa presença vem a exigir. A Pastoral mantém contatos e relações de trabalho e parceria com organismos dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, como também ONG’s locais, nacionais e internacionais.
 
Características da Pastoral Carcerária
 
1) Está junto das pessoas privadas de liberdade. Só a proximidade que nos faz amigos nos permite apreciar profundamente os valores das pessoas privadas de liberdade, seus legítimos desejos e seu modo próprio de viver a fé. À luz do Evangelho reconhecemos sua imensa dignidade e seu valor sagrado aos olhos de Cristo, pobre como eles e excluído como eles. Desta experiência cristã compartilharemos com eles a defesa de seus direitos”. (DA.398)
2) Busca a Libertação integral. Consciente de que precisa enfrentar as urgências que decorrem da violência e da miséria do sistema prisional, o agente de Pastoral Carcerária sabe que não pode restringir sua solidariedade ao gesto imediato da doação caritativa. Embora importante e mesmo indispensável, a doação imediata do necessário à sobrevivência não abrange a totalidade da opção às pessoas privadas de liberdade. Antes de tudo, esta implica convívio, relacionamento fraterno, atenção, escuta, acompanhamento nas dificuldades, buscando, a partir das pessoas privadas de liberdade, a mudança de sua situação. Aspessoas presas são sujeitos da evangelização e da promoção humana integral. (CNBB – Nº 94, parg. 71)
3) Luta para cancelar toda legislação e normas contrárias à dignidade e aos direitos fundamentais às pessoas privadas de liberdade, assim como as leis que dificultam o exercício da liberdade religiosa em benefício dos reclusos e busca, a quem transgride o caminho, o resgate e uma nova e positiva inserção na sociedade.
4) Respeita a dignidade da pessoa humana. Isso significa tratar o ser humano como fim e não como meio, não o manipular como se fosse um objeto; respeitá-lo em tudo que lhe é próprio: corpo, espírito e liberdade; tratar as pessoas presas como ser humano sem preconceito nem discriminação, acolhendo, perdoando, recuperando a vida e a liberdade de cada um, denunciando os desrespeitos à dignidade humana e considerando as condições materiais, históricas, sociais e culturais em que cada pessoa vive.
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Fonte: http://cnbbne3.org.br

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