segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O incêndio da corrupção na Petrobras

Foto: Divulgação Petrobras
Presidente Dilma Rousseff e Graça Foster,
presidente da Petrobras (Reprodução)
 - Não foi nenhum oposicionista, nenhum representante da imprensa, nenhum defensor de golpe, mas o procurador-geral da República Rodrigo Janot que disse ontem, com todas as letras, que a corrupção devasta a Petrobras como um grande incêndio e sua diretoria deve ser substituída.

- “Corruptos e corruptores precisam conhecer o cárcere e devolver ganhos espúrios que engordaram suas contas às custas da esqualidez do Tesouro Nacional e do bem-estar do povo”, afirmou Janot.

- Ninguém da oposição disse, mas o próprio responsável por anos pela Controladoria Geral da União, Jorge Hage, que as estatais brasileiras não estão sob controle dos órgãos de fiscalização. Essa falha, inclusive, foi um dos motivos de seu pedido de demissão.

- “É preciso trazer as estatais para o foco do controle porque atualmente elas têm sistema de licitações próprio, no caso da Petrobrás, não utilizam o sistema corporativo do governo, o que faz com que fique fora do alcance dessas atividades”, disse.

- Não foi nenhum antipetista militante, mas o próprio juiz representante pela operação Lava-Jato, Sérgio Moro, quem afirmou que o esquema de desvios pode ir além da Petrobras.

- “Embora a investigação deva ser aprofundada quanto a este fato, é perturbadora a apreensão desta tabela nas mãos de Alberto Youssef, sugerindo que o esquema criminoso de fraude à licitação, sobrepreço e propina vai muito além da Petrobras”, disse, com base na lista de 750 obras pública apreendidas com o doleiro Youssef.

- Não foi nenhum economista antipático ao petismo, mas os próprios acionistas da Petrobras nos EUA que entraram na justiça contra a empresa por perdas elevadas devido a contaminação da empresa pela corrupção. A lama foi escondida dos investidores.

- Segundo um dos advogados, a Petrobras “falhou em expor um alto nível de corrupção na companhia, incluindo um esquema multibilionário de propina e lavagem de dinheiro”, além de ter superfaturado equipamentos e propriedades em suas demonstrações financeiras. (O Globo)

- Não é nenhum pessimista de plantão, mas fontes do próprio governo que afirmam que houve redução de bilhões em investimentos na estatal devido ao processo de corrupção.

- Não foi nenhum oposicionista mal-intencionado, mas 68% da população brasileira que acha que a presidente Dilma Rousseff tem responsabilidade sobre o desvio na Petrobras.

 Assessoria de Comunicação

domingo, 21 de dezembro de 2014

Dilma propõe pacto nacional contra a corrupção e defende Petrobras


Por Bruno Peres, Thiago Resende e Andrea Jubé | Valor

BRASÍLIA - No discurso em que recebeu o diploma pela reeleição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff propôs um “pacto nacional contra a corrupção”, envolvendo todos setores da sociedade e esferas de governo. Ela afirmou que esse pacto vai desaguar na “grande reforma política” que o Brasil vai promover no próximo ano. Dilma adiantou, ainda, que reserva para o discurso de posse, no próximo dia 1º, o detalhamento das medidas que vai tomar para promover “mais crescimento e mais desenvolvimento econômico e mais progresso”.

“Chegou a hora, é preciso arrancar os últimos traços dessa herança nefasta e jogar no lixo da história”, disse, sobre a corrupção. Dilma afirmou que “a corrupção está entranhada na alma humana e cobra permanente vigilância”. Ela ressaltou que “não é defeito ou vício exclusivo de um ou outro partido, uma ou outra instituição”, em defesa implícita do PT e de outros aliados citados no esquema de desvios na Petrobras.

A presidente propôs convidar todos os poderes da República e forças da sociedade para elaborar, juntos, as medidas e compromissos de combate à corrupção.

Dilma disse que é preciso uma “nova consciência, uma nova cultura”, valores éticos profundos, e que será um processo que envolverá várias gerações.

A presidente reeleita fez uma defesa veemente da Petrobras. Ela disse que a empresa “tem sido e vai continuar sendo um ícone de eficiência”. A presidente citou que a empresa já vinha passando pelo aprimoramento de sua gestão, e as denúncias recentes só fazem reforçar a determinação de “implantar a mais eficiente estrutura de governança e controle”. Reforçou que a Petrobras é a empresa “mais estratégica para o Brasil e a que mais contrata e investe no Brasil”.

Dilma defendeu que seja possível “saber apurar e punir sem enfraquecer” a companhia, sem diminuir sua importância, defendeu o modelo de partilha e a política de conteúdo nacional na exploração do pré-sal.

“Temos que continuar acreditando na mais brasileira das suas empresas”, disse Dilma. “Temos que punir as pessoas, não destruir as empresas, é preciso saber punir o crime, não prejudicar o país ou sua economia, temos que fechar as portas, todas as portas para a corrupção, não temos que fecha-las para o crescimento o progresso o emprego”, concluiu.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Jair Messias Bolsonaro pede PERDÃO a Maria Do Rosário Nunes...

..., leia a carta com pedido de desculpas.

"Vossa Majestade, Maria do Rosário, rainha dos estupradores e dos bandidos que matam mais de 50 mil brasileiros todos os anos, poderia por favor me desculpar pelo fato de que eu e milhares de brasileiros não concordamos com suas insanas convicções socialistas?

Seria possível me perdoar pelo fato de que não tenho qualquer desejo de lhe estuprar, tendo em vista que não sou um estuprador como você me acusou?

Ou, ainda, por que vou continuar sendo um grande e pesado fardo para vocês carregarem, tendo em vista que fui eleito por centenas de milhares de brasileiros que também entendem que bandido não pode ser tratado com todo esse falso carinho e amor que vocês da esquerda lhes dispensam?

Me perdoe por não ter nada no meu currículo que desabone a minha pessoa a não ser o fato de que gosto de falar algumas verdades que muita gente tem medo de dizer?

Me perdoe por não estar naquela lista de pessoas que, como a senhora, receberam dinheiro de empreiteiras?

Por favor, me perdoe por essas e muitas outras falhas que ainda vou cometer nos próximos anos.

Assinado, Jair Messias Bolsonaro.

A fala indecorosa de Lula no Ministério da Justiça.


Ou: Ele NÃO ANDOU LENDO Platão, Aristóteles e John Locke

Luiz Inácio Lula da Silva, o Poderoso Chefão do PT, que já autorizou, por incrível que pareça, o lançamento de sua candidatura à Presidência para 2018, participou nesta quinta-feira de uma solenidade, no Ministério da Justiça, em homenagem aos dez anos da reforma do Judiciário e à criação do Conselho Nacional de Justiça. Discursou. Sabe-se lá por quê. Mas discursou. E afirmou o seguinte:

“Nesse momento em que se realizam investigações capazes de conduzir ao expurgo de práticas ilícitas de corruptos e corruptores, há setores que se lançam à manipulação da denúncia e ao vazamento seletivo de inquéritos com indisfarçável objetivo político-partidário (…). Pessoas e instituições investigadas tornam-se alvo de prejulgamento público sem acesso proporcional ao direito de defesa”.

Ulalá! Não se trata, à diferença do que parece, de uma defesa do Estado Democrático e de Direito. O que Lula faz é a defesa do seu partido e, na prática, de sua própria herança. A casa de horrores em que se transformou a Petrobras não é uma exceção à regra; estamos diante da exposição de um método e de um jeito de entender a coisa pública. Aliás, não falta apenas substância a esse discurso de Lula; faltam também os sensos de decoro e de ridículo. Fazer a defesa de uma tese em causa própria numa solenidade voltada à defesa da Justiça é só mais uma ação imprópria deste senhor, cuja atuação política nunca primou pelo respeito às instituições.

Segundo Lula, “setores partidários e da imprensa fazem tábula rasa de sagrados princípios do Estado de Direito”. Eis aí: trata-se de mais uma tentativa, a enésima, de intimidar a imprensa, buscando vincular o seu trabalho a uma forma de antipetismo. Ora, se, ao revelar os bastidores dos descalabros que atingem o país, o jornalismo esbarra em interesses do PT, e preciso que a gente apele à lógica para constatar: é o PT que está comprometido demais com os descalabros.

Essa não é, de resto, a fala típica de Lula. Esse texto meio pomposo deve ter sido redigido por algum estafeta. O dono do PT deve desconhecer o conceito de “tábula rasa”. Certamente não se referia a tertúlias herdadas de Platão e Aristóteles, atualizadas por John Locke. A Lula não interessa saber se o homem traz consigo ideias inatas ou se nasce oco de verdades, adquirindo-as ao longo da vida. Ele já deixou claro que especulações filosóficas lhe dão sono. Dorme até lendo livros do Chico Buarque — e, nesse particular apenas, como censurá-lo?

Lula, sim, construiu a sua carreira política fazendo “tábula rasa” dos que vieram antes. Ele, sim, procurou raspar a tábua das biografias alheias, para sobrepor ao antigo escrito a sua própria versão da história. Foi assim que inventou uma suposta herança maldita e cravou o bordão “Nunca antes na história deste país”, como se o Brasil tivesse sido descoberto e fundado pelo PT.

Lula reclama agora porque, com efeito, a sua herança maldita reduziu a Petrobras a um sexto do que ela chegou a valer no mercado. E, nunca antes na história deste país, se viram escândalos da magnitude do mensalão e do petrolão.

De resto, quem é Lula para reclamar do vazamento de investigações? Incrustado na máquina do estado e nos três Poderes da República, o PT sempre usou o acesso a informações privilegiadas sobre a vida dos indivíduos para fazer política e para defender os próprios interesses. Ou a quebra informal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa não restará para a história como o emblema da mobilização da máquina do estado contra um homem pobre que teve a má sorte de se ver em meio a um enredo macabro protagonizado pelo partido?

Esse Lula moralizador dos costumes, esse Catão de fancaria, não convence ninguém. O PT, sim, tentou manipular a história e está sendo desmoralizado pelos fatos.

Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

SAIU A LISTA DOS 28 POLÍTICOS ENVOLVIDOS NO ESCÂNDALO DA PETROBRÁS! VOCÊ VOTOU EM ALGUM DESTES? CONFIRA AQUI!

PAULO ROBERTO COSTA REVELA LISTA COM 28 NOMES!

A lista de 28 nomes de políticos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobrás, investigado pela Operação Lava-Jato da Polícia Federal (PF), foi divulgada nesta sexta-feira por diversos veículos de imprensa. Nesta lista há nomes já conhecidos, como o do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e também novos nomes, como Tião Viana (PT), governador reeleito do Acre.

Confira aqui a lista completa dos envolvidos, segundo Paulo Roberto Costa: PT

Antônio Palloci – Ex-ministro dos governos Lula e Dilma;

Gleisi Hoffmann – Senadora (PR) e ex-ministra da Casa Civil;

Humberto Costa – Senador (PE) e ex-ministro de Lula;

Lindberg Farias – Senador (RJ);

Tião Viana – Governador reeleito (AC);

Delcídio Amaral – Senador (MS);

Candido Vacarezza – Deputado Federal (SP);

Vander Loubet - Deputado Federal (MS);

PMDB

Renan Calheiros – Presidente do Senado (AL);

Edison Lobão – Ministro das Minas e Energia;

Henrique Eduardo Alves – Presidente da Câmara (RN);

Sérgio Cabral - Ex-governador (RJ);

Roseana Sarney – Ex-governadora (MA);

Valdir Raupp – Senador (RO);

Romero Jucá – Senador (RR);

Alexandre José dos Santos – Deputado Federal (RJ);

PSB

Eduardo Campos – Ex-governador (PE) de 2007 a 2014. Morto em 2014;

PSDB

Sérgio Guerra – Presidente do PSDB entre 2007 e 2013. Morto em 2014;

PP

Ciro Nogueira – Senador (PI);

João Pizzolatti – Deputado Federal (SC);

Nelson Meurer – Deputado Federal (PR);

Simão Sessim – Deputado Federal (RJ);

José Otávio Germano – Deputado Federal (RS);

Benedito de Lira – Deputado Federal (AL);

Mário Negromonte – Ex-ministro das cidades de Dilma;

Luiz Fernando Faria – Deputado Federal (MG);

Pedro Côrrea – Ex-deputado Federal (PE);

Aline Lemos de Oliveira – Deputada Federal (SP).

Com informações da Folha de São Paulo.

O louco discurso de Dilma na cerimônia de diplomação.

A presidente Dilma Rousseff e Michel Temer, seu vice, foram diplomados nesta quinta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral. Dilma se esqueceu de que recebia ali o documento que lhe permite tomar posse do segundo mandato e resolveu pensar como uma socióloga nefelibata, do tipo que anda com a cabeça nas nuvens e os pés também. A governanta decidiu se referir à roubalheira na Petrobras e, ora vejam!, dividir as suas culpas conosco. Na verdade, tudo bem pensado, foi ainda mais grave: a presidente nos tomou a todos como corruptos — os brasileiros no geral.

Ao falar sobre o que é preciso para coibir a ladroagem na estatal, disse: “É preciso uma nova consciência, uma nova cultura, fundada em valores éticos profundos. Ela tem de nascer dentro da cada lar, dentro de cada escola, dentro da alma de cada cidadão e ir ganhando de forma absoluta as instituições”.

Com a devida vênia, a presidente enlouqueceu. Retiro. Esse discurso não tem né pé nem cabeça nas nuvens. Tem é os dois pés no chão e as duas mãos também. Quer dizer que há fatores, digamos, antropológicos e socioculturais que explicam os desvios praticados por diretores nomeados pelo PT e uma corja de políticos? Dilma está a dizer que o país todo é corrupto e que o que se praticava na Petrobras é a nossa rotina.

É mesmo? Quem nomeou Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró? Foi o cidadão comum, o estudante, a dona de casa, eu, você? A propósito: eles foram nomeados por quê? E aqui cumpre lembrar como esta senhora pretende mudar a cultura brasileira: ela vai dar uma vice-presidência do Banco do Brasil a Anthony Garotinho, candidato derrotado ao governo do Rio pelo PR e com uma extensa, como direi?, ficha na Justiça. O que ele entende do assunto? Por que vai assumir o posto? É a sua especialidade que o conduzirá ao cargo?

A presidente investiu ainda no nacionalismo tosco: “Alguns funcionários da Petrobras, empresa que tem sido e vai continuar sendo o nosso ícone de eficiência, brasilidade e superação, foram atingidos no processo de combate à corrupção. Estamos enfrentando essa situação com destemor e vamos converter a renovação da Petrobras em energia transformadora do nosso país. Temos de punir as pessoas, não destruir as empresas. Temos de saber punir o crime, não prejudicar o país ou sua economia”.

É mesmo? Fale com o mercado, minha senhora! Fale com os investidores. Converse com os acionistas que foram lesados dentro e fora do país. Infelizmente para nós, é mentira que a Petrobras seja um exemplo de eficiência. Ao contrário: a empresa não consegue nem fechar o seu balanço e está virando pó. Infelizmente para nós, é mentira que o que se deu lá seja uma exceção. O que se fez por lá é método.

O presidente do TSE, Dias Toffoli, também discursou. Afirmou: “Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral. Que os especuladores se calem. Já conversei com a Corte, e é esta a posição inclusive do nosso corregedor-geral eleitoral. Não há espaço para terceiro turno que possa vir a cassar o voto destes 54,5 milhões de eleitores”.

Certo. Vamos explicar. Não haverá terceiro turno porque não há terceiro turno previsto em lei, certo? Quanto ao mais, diga-se o óbvio: se aparecer algum crime eleitoral que venha a ensejar a perda de mandato, reivindicá-la, deve concordar o ministro Toffoli, não é “terceiro turno”, mas exercício do Estado de Direito. Se o crime aparecer, cassar o mandato é não é “terceiro turno”, mas exercício do Estado de Direito. De resto, a sombra que se projeta sobre o mandato de Dilma não está na esfera eleitoral, mas criminal. A propósito, doutor Toffoli: quando a Câmara dos Deputados aceitou a denúncia contra Fernando Collor por crime de responsabilidade, aquilo foi terceiro turno ou cumprimento da lei e da Constituição?

Post publicado às 4h59 desta quinta

Por Reinaldo Azevedo.

O discurso mentiroso do PT

Rui Falcão com Dilma e Lula:
"O PT não é uma organização de santos".
Sim, é uma organização de muitos bandidos!
O discurso mentiroso do PT, o partido que criou e mantém o Petrolão, mas que fala como se o maior esquema de corrupção do país não tivesse sido criado por ele.

É de um cinismo sem precedentes a entrevista concedida pelo presidente do PT, Rui Falcão, ao jornal Valor Econômico de hoje. A começar pela seguinte declaração: "nós nunca dissemos que éramos uma organização de santos". Nem precisava dizer. O país inteiro, depois do Mensalão, sabe que o PT é uma "organização criminosa", segundo definiu a procuradoria geral da República. E uma "organização criminosa" que continuou atuando, criando o Petrolão, um esquema de roubo sem precedentes que está quebrando a Petrobras.

Nas mãos mafiosas do PT, a empresa perdeu mais de R$ 600 bilhões do seu valor. Vale pouco mais de R$ 100 bilhões. E deve mais de R$ 300 bilhões. Está quebrada. Desacreditada. Roubada, novamente, pelas maiores lideranças políticas desta "organização criminosa", conforme divulgado hoje pelo jornal Estado de São Paulo.

Leiam a declaração que Rui Falcão deu ao Valor sobre a roubalheira na Petrobras:

Eu acho (que a crise da Petrobras está se estendendo muito). Eu estou preocupado com esse patrimônio que representa 13% do PIB brasileiro e que foi vitima de um processo de corrupção que se arrasta por décadas, que tem contribuído para todo tipo de especulações, com outros interesses. Todos nós estamos de acordo. O PT soltou uma nota pedindo apuração até as últimas consequências, punição aos corruptos e corruptores, mas pedindo para preservar a empresa. A Petrobras propiciou o renascimento da indústria naval, que de 5 mil empregos tem mais de 100 mil empregados hoje, tem uma política de conteúdo nacional que cria uma reação em cadeia inclusive para o desenvolvimento industrial do país. Mas a empresa está em risco por causa da especulação, porque há interesses de acabar com o regime de partilha, a exclusividade da Petrobras e com a política de conteúdo nacional. No paralelo, se você torna inidôneas todas as grandes empresas que são fornecedoras ou prestadoras de serviço da Petrobras, não terá outro caminho a não ser trazer grandes empresas do exterior pra cá. Trazer as sete irmãs pra cá para dividir as concessões.

Esta declaração contém tanta esperteza e tanta mentira que choca qualquer brasileiro honesto. Primeiro, a tentativa de dizer que o Petrolão não é uma criação do PT. É a velha tática de culpar a oposição dos crimes lesa pátria que o petismo comete e cometeu.

Dizer que o PT quer investigação depois de ontem, quando os petistas Humberto Costa e Gleisi Hoffmann, juntamente com os peemedebistas Renan Calheiros e Romero Jucá, reuniram-se a portas fechadas para combinar o resultado de uma CPI mista no Senado, que aprovou um relatório onde não culpa nenhum político? É muita falta de vergonha na cara! É um acinte!

Renascimento da indústria naval? Ora, estes navios e plataformas produzidas no Brasil causaram tremendos prejuízos ao país, seja por custarem o dobro, seja por gerarem um propinoduto sem precedentes, como é o caso P-57, amplamente denunciado na Operação Lava-Jato, que fez com o que o MPF indiciasse, no Rio de Janeiro, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli. Esta "indústria naval" está parada, demitindo milhares de empregados porque a Petrobras não paga as contas e porque os seus donos estão na cadeia.

É nauseante ver o presidente do PT tentando faturar em cima do nacionalismo, quando o seu partido roubou desavergonhadamente esta empresa que era o maior patrimônio nacional até que o seu partido colocou as mãos criminosas em cima dela. O regime de partilha nada mais é do que a perpetuação do propinoduto em toda a exploração do pré-sal. Se a Petrobras participa da exploração, o PT e seus aliados podem continuar metendo a mão nas compras, na definição dos preços do óleo, na manipulação das licitações, como a Operação Lava Jato está comprovando a cada dia, em novas descobertas e novas denúncias.

A empresa não está em risco por causa da especulação, conforme declara o cínico Rui Falcão. Ela está quebrando porque o seu partido, o PT, segundo a delação premiada de vários envolvidos, montou um imenso esquema de corrupção dentro da estatal. Há nomes. Há documentos. Há testemunhas. Há montanhas de provas. Há centenas de milhões comprovadamente roubados para manter o projeto petista de poder. E para enriquecer seus próceres. O tesoureiro do PT será novamente indiciado. Será condenado. Será mais um tesoureiro do PT a ir para o fundo de uma penitenciária.

Mas o que mais choca é a defesa que Rui Falcão faz dos corruptores. Das empreiteiras que pagaram as campanhas e a compra da base aliada no Congresso. E o faz porque enxerga neles apenas os doadores do seu partido. Os seus financiadores. Os fornecedores dos meios financeiros para que a "organização criminosa" chamada PT continue existindo, quando o certo seria que fosse fechada e colocada fora da lei, de uma vez por todas. Qual o problema de empresas multinacionais trazerem decência aos negócios da Petrobras, se o BNDES cria multinacionais para atuar em outros países, à custa de falta de capital para investir no Brasil? Ou o PT também montou algum propinoduto ainda desconhecido nestas obras internacionais?

POSTADO POR O EDITOR