terça-feira, 23 de setembro de 2014

PF apreende 450 kg de cocaína em helicóptero da família de senador de MG

Em operação realizada neste domingo (24), a Polícia Federal
do Espírito Santo apreendeu 450 kg de cocaína
em um helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa do
deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (SDD)
A superintendência da Polícia Federal do Espírito Santo apreendeu, durante operação nesse domingo (24), 450 kg de cocaína em um helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa do deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (Solidariedade), filho do senador e ex-presidente do Cruzeiro Zezé Perrella (PDT-MG).
O helicóptero foi interceptado pela Polícia Federal perto da cidade de Afonso Cláudio, no interior do Espírito Santo. Estavam na aeronave o piloto, que é funcionário da agropecuária, e mais três pessoas cujas identidades não foram reveladas pela PF.

Segundo o advogado que representa os interesses de Gustavo Perrella, Antônio Carlos de Almeida Castro --também conhecido como Kakay--, o piloto utilizou o helicóptero sem autorização da família ou de representantes da empresa. "Ele usou fora do ambiente de trabalho, sem autorização, e ainda para fim absolutamente ilegal", afirma o advogado.
De acordo com Almeida Castro, Gustavo Perrella estava em Brasília no momento da operação. Kakay disse ainda que o helicóptero costuma ficar estacionado em um restaurante em Belo Horizonte.
O advogado afirmou que a família procurou a Polícia Civil para registrar uma ocorrência por apropriação indébita. Almeida Castro já atua como defensor do Cruzeiro e de Zezé Perrella, e esta é a primeira vez que trabalha diretamente para o filho de Zezé.
A reportagem solicitou ao setor de comunicação social da PF no Espírito Santo uma entrevista com um dos responsáveis pela operação. Até o fechamento da reportagem, no entanto, o pedido não tinha sido respondido.

Empresa investigada

Em 2012, o Ministério Público abriu investigação da Limeira Agropecuária para apurar um suposto esquema de superfaturamento de merendas e marmitas quando a empresa era fornecedora de grãos da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais).
Em julho deste ano, reportagem da revista "IstoÉ" revelou que Zezé Perrella destinou R$ 6 milhões em emendas para a mesma Epamig comprar sementes e que R$ 2,4 milhões deste total foram gastos em contratos com a Limeira Agropecuária.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Nomeada comissão para reforma do processo matrimonial canônico

 
Foto Photodune.net
VATICANO, 22 Set. 14  (ACI/EWTN Noticias).- A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou na semana passada o nome do presidente e dos membros da Comissão especial de estudo para a reforma do processo matrimonial canônico, um organismo instituído pelo Papa Francisco no último dia 27 de agosto.
O comunicado assinala que “os trabalhos da Comissão iniciarão quanto antes e terão como objetivo preparar uma proposta de reforma do processo matrimonial, procurando simplificar procedimentos, tornando-os mais ágeis e salvaguardando o princípio da indissolubilidade do matrimónio”.

Esta Comissão será presidida por Dom Pio Vito Pinto, Decano do Tribunal da Rota Romana, e será composta pelos seguintes membros: Cardeal Francesco Coccopalmerio, Presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos; Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé; Dom Dimitrios Salachas, Exarca Apostólico para os católicos gregos de rito bizantino.

Também farão parte desta Comissão o Rev. Mons. Maurice Monier, Leo Xavier Michael Arokiaraj e Alejandro W. Bunge, Prelados Auditores do Tribunal da Rota Romana; o Rev. Nikolaus Schöch, O.F.M., Promotor Substituto do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica; o Rev. P. Konštanc Miroslav Adam, OP, Reitor da Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum); o Rev. P. Espinoza Jorge Horta, OFM, Decano da Faculdade de Direito Canónico da Pontifícia Universidade Antonianum; e o Prof. Paolo Moneta, ex-professor de Direito Canônico na Universidade de Pisa.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/nomeada-comissao-para-reforma-do-processo-matrimonial-canonico-71427/

Dilma mente e mostra que o totalitarismo comunista bate à porta do Brasil

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Ousadia rouge – Dizem os mais entendidos que ato falho simplesmente inexiste, porque uma declaração estapafúrdia sempre traduz de maneira fiel o pensamento de quem a faz. É o caso de Dilma Rousseff, a incompetente que tentou ser presidente da República, que em entrevista ao telejornal “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo, afirmou reiteradas vezes que a Polícia Federal é um órgão do governo. 
A Polícia Federal é, por definição, um órgão do Estado, não uma polícia de governo que investiga apenas os malfeitos daqueles que se opõem aos donos do poder. Pelo menos é assim que funciona em regimes democráticos. A declaração de Dilma Rousseff confirma o alerta que faz o ucho.info há alguns anos. O Brasil caminha a passos largos na direção de um regime totalitarista de esquerda, a exemplo do que vem corroendo a combalida e comunista Venezuela.
A declaração de Dilma sobre a PF surgiu na esteira do escândalo da Petrobras, assunto que foi levado à baila pelos jornalistas Chico Pinheiro, Miriam Leitão e Ana Paula Araújo. Sempre prepotente, a presidente afirmou que os escândalos de corrupção só foram descobertos porque o governo descobriu o imbróglio. “Nós descobrimos – porque fomos nós que descobrimos – porque quem descobriu é a Polícia Federal, ligada ao Ministério da Justiça. Portanto, ligado a um órgão do meu governo. A Polícia Federal integra o meu governo”, disse a petista.
Como se tal afirmação fosse algo dentro da normalidade democrática, Dilma não se fez de rogada e emendou: “É um órgão do governo. Porque a Polícia Federal hoje tem autonomia. Teve épocas que ela não teve autonomia. Ela é um órgão de Estado, com interferência do governo”. Ou seja, pela primeira vez desde que chegou à Esplanada dos Ministérios a presidente não faltou com a verdade ao dizer que a PF sofre interferência do governo.
Sem ter como responder às perguntas dos entrevistadores, Dilma passou a tergiversar e destacou que coube ao então presidente Lula dar autonomia à Polícia Federal, que, segundo a presidente-candidata, antes “não saía por aí investigando o que lhe passasse pela cabeça”.
“Nós demos integral, aliás, quem instituiu todos os mecanismos de autonomia da Polícia Federal foi o governo Lula. Antes do governo Lula, a Polícia Federal não saía por aí investigando o que lhe passasse pela cabeça; hoje sai. Hoje se ela tiver indício, ela pode investigar, doa a quem doer”, afirmou Dilma.
Considerando que um mitômano jamais admite o próprio transtorno psicológico, sempre marcado por mentiras sequenciais, Dilma não fugiu à regra e continuou destilando absurdos, os quais foram transmitidos para todo o País. Disse a petista; “Nós demos integral, aliás, quem instituiu todos os mecanismos de autonomia da Polícia Federal foi o governo Lula. Antes do governo Lula, a Polícia Federal não saía por aí investigando o que lhe passasse pela cabeça; hoje sai. Hoje se ela tiver indício, ela pode investigar, doa a quem doer. E nós não, nós não varremos para baixo do tapete nenhuma das investigações”.
Para derrubar a fala embusteira de Dilma citamos apenas dois exemplos de cerceamento da Polícia Federal em investigações de casos de corrupção: o “Dossiê dos Aloprados” e o “Rosegate”. Em ambos os casos, as investigações foram interrompidas por determinação do Palácio do Planalto, que tremeu diante da possibilidade de a verdade vir à tona.
Abusada e dando sinais de que a liberdade de imprensa estará seriamente ameaçada em um eventual novo mandato, Dilma reforçou o que dissera dias antes, quando irritou-se com o vazamento de detalhes dos depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que acabou preso no vácuo da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Na ocasião, Dilma declarou que à imprensa cabe o papel de informar, não o de investigar.
“Eu, inclusive, tenho estado muito preocupada com uma questão: eu acho que o Brasil precisa de combater a corrupção de forma determinada. Nós tomamos uma série de providências. Por exemplo, nós demos também estatuto de ministério para CGU, que é a Controladoria-Geral do Estado, que é outro órgão que investiga também. Porque investigar que eu estou falando não é investigar no sentido jornalístico da palavra; estou falando investigar no sentido de quem produz prova, quem produz prova pra quê? Pra acabar com a impunidade. Porque não basta só investigar, você tem de punir”, disse Dilma.
Dilma Rousseff afirmou certa feita que prefere o ruído da democracia ao silêncio do totalitarismo. Por conta disso, sua declaração sobre o papel da imprensa é descabido, pois é atribuição dos órgãos de comunicação descobrir e noticiar os desmandos do Estado e as falcatruas promovidas por políticos e governantes. Ademais, os escândalos da Petrobras só foram descobertos porque o empresário Hermes Magnus e o editor do ucho.info tiveram coragem suficiente para denunciar de forma insistente as atitudes criminosas do então deputado federal José Janene (já falecido), o “Xeique do Mensalão”, e do doleiro Alberto Youssef, assim como dos demais integrantes da quadrilha.
Não fosse o empenho hercúleo de ambos – do empresário e do jornalista – a Petrobras ainda estaria sendo consumida pelo escândalo de corrupção que tem todos os ingredientes para se tornar o maior da história nacional, não apenas pelo volume de dinheiro sujo movimentado, mas principalmente por suas ramificações e pela quantidade de políticos envolvidos. Como afirmou o ucho.info em matéria recente, a Operação Lava-Jato, um dia, subiria a rampa do Palácio do Planalto. Isso aconteceu antes do previsto e Dilma está deveras preocupada com a possibilidade de a verdade ser revelada.
Ainda que seriamente esgarçada, a democracia ainda está vigente no País, o que confere a Dilma o direito de dizer o que pensa, mesmo que suas declarações sejam insanas. O que este site não aceita em hipótese alguma é a declaração de que à imprensa não cabe investigar. O calvário petista está apenas começando e o ucho.info ainda tem muita munição no estoque, as quais foram mantidas intactas com muito esforço e determinação, pois não foram poucas as investidas do Estado contra o editor. Resumindo, Dilma mente com a mesma facilidade com que destila seu apreço pelo totalitarismo.

Fonte: http://ucho.info

domingo, 21 de setembro de 2014

PTsaudações ao Governo do Crime Organizado


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O delator premiado Paulo Roberto Costa teria revelado que a compra da refinaria Pasadena pela Petrobras foi usada para fazer caixa dois para as campanhas do PT e seus aliados, além de garantir propinas para os idealizadores e participantes do negócio. Sendo tal revelação verdadeira, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff teriam de ser denunciados pelo Procurador Geral da República. Nada na Petrobras se decide sem o aval direto do titular do Palácio do Planalto. #PT$audações ao Governo do Crime Organizado...

A chance de tal denúncia se tornar realidade é mínima no Brasil da impunidade. Ainda mais em meio a um processo eleitoral financiado a peso de ouro pelo crime organizado - que compensa e sustenta os processos de perpetuação no poder. É por isso que a Dilma (uma presidenta-candidata), com toda arrogância e empáfia, faz um cínico discurso moralista de que tem “tolerância zero com a corrupção”. Nem mafioso que chora feito carpideira profissional no enterro do inimigo consegue ser um ator tão espetacular.

Quantos “mensalões” as gestões petralhas movimentam há mais de uma década no poder pelo Brasil afora? Veja denunciou que, desde 2010, o Ministério Público investiga uma ONG criada por petistas na Bahia. A presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, revelou que a entidade foi criada para ajudar a financiar o caixa eleitoral do PT, desviando R$ 50 milhões de reais dos “projetos sociais” das administrações petistas, desde 2004.

Dalva Paiva denunciou que o Instituto Brasil recebia os recursos, simulava a prestação do serviço e carreava o dinheiro para os candidatos do PT. Se o acordo pagava pela construção de 1000 casas, por exemplo, o instituto erguia apenas 100. O dinheiro que sobrava era rateado entre os políticos do partido. Pelo menos R$ 17,9 milhões de reais, saíram do Fundo de Combate à Pobreza e acabaram fazendo a riqueza de muitos políticos ladrões. Cabe perguntar de novo: quantos mensalões como este a petralhada tem pelo Brasil afora?

Grande parte do eleitorado brasileiro nem quer saber de responder a tal pergunta. Corrompida pela ignorância, a massa de manobra não dá bola para denúncias da oposição a cada dois anos em que jogamos bilhões de reais fora com as eleições. Quem recebe alguma vantagem do esquema de poder vota fiel e fanaticamente com o governo. Como o sistema processual brasileiro é burocrático, lento e aceita infindáveis recursos, até que uma decisão judicial final se torne “transitada em julgado”, a impunidade vigora. O corrupto não é punido em tempo hábil e na intensidade correta, justa e perfeita. Enquanto fica impune, usa e abusa do poder para roubar, corromper, enriquecer e perpetuar a governança organizada do crime.

Só uma profunda revolução cultural seria capaz de mudar tal quadro de corrupção, injustiça e impunidade. Na atual conjuntura, apesar da indignação dos segmentos esclarecidos da sociedade, não há um sinal claro e objetivo de que o Brasil vai ser dirigido por políticos honestos e competentes. Muito pelo contrário, a tendência é a manutenção da vagabundagem e da patifaria vigentes. O sistema do crime organizado é claramente hegemônico. Tudo financiado pelo cidadão de bem que se comporta como um rato que ruge e pelos idiotas dão o voto para empregar os ladrões na máquina pública.

O poder de reação das pessoas honestas é infinitamente inferior ao poderio dos gestores do governo do crime organizado. Quem ousa sair da zona de conforto, para protestar ou denunciar, fica dependente de outras instâncias diretamente influenciáveis pelos poderes corruptos de Bruzundanga. O Ministério Público, as Polícias e órgãos de controladoria investigam e formulam denúncias. O Judiciário até acata algumas, condena alguns bodes expiatórios. No entanto, o sistema criminoso não é desmantelado no final das contas. Os poderosos chefões, de verdade, raramente são apanhados. Assim, a corrupção se retroalimenta, e a nação toma no TCU...

O cenário é dantesco. Apesar de altamente desgastada e detonada pela Oligarquia Financeira Transnacional, que não confia mais nos petralhas, Dilma Rousseff até tem chances de se reeleger. A “oposição” dá um show de incompetência. Parece fazer força para não ganhar a eleição. Marina Silva, por ter DNA petista, demonstra chances de derrotar a Dilma. Evidentemente, uma vitória do continuísmo ideológico. O plano é que tudo permaneça como sempre esteve há 12 anos... O Capimunismo não vai se alterar, no máximo sofre remendos. Petralhas que infestam a máquina feito pragas ainda terão a chance de vender, caríssima, a aparente retirada do teatro de poder.

Só um imprevisível milagre, nos próximos 10 dias, pode dar alguma chance a Aécio Neves conseguir disputar um segundo turno eleitoral contra Dilma ou Marina. Aécio foi claramente sabotado em sua campanha. Seu marketing foi tão incompetente que nem conseguiu associar a imagem dele com a do falecido avô Tancredo Neves. Foi tão ruim que evitou dar destaque às propostas econômicas do Armínio Fraga. Tão mal articulado que nem conquistou a adesão explícita do mineiro Joaquim Barbosa – figura que, no imaginário popular, poderia abalar o PT, expondo sua corrupção. Aécio terá apenas os votos dos teimosos que rejeitam Dilma e Marina - as primas gêmeas na vanguarda do atraso.

Dilma reeleita será o caos do continuísmo de tudo que vem dando errado. Marina eleita representará uma incógnita institucional, com altas chances de manter o sistema de governabilidade nas mãos do PMDB – o partido permanentemente governista, apesar dos também constantes desgastes de imagem. Não é à toa que José Sarney (aliado mor do petismo) é um símbolo da imortalidade desta moribunda politicagem brasileira. Sarneys se multiplicam e se eternizam em Bruzundanga...

A metáfora política do Brasil é de uma ave Fênix que, sempre queimada no fogo do inferno, renasce, a cada dois anos de eleição, parida de um ovo podre chocado na esgotosfera, até ao rotineiro retorno triunfal ao ninho palaciano dos três apodrecidos poderes. A sorte dos corruptos no Brasil é a passividade da minoria insatisfeita. O sistema é tão vagabundo que recebe críticas, se adapta a elas e não se transforma. No mundo virtual, qualquer um grita e até tem razão. Mas, no mundo real, pouco ou nada se altera. A indignação pode ser grande. No entanto, o conformismo é dominante, enquanto a putaria é hegemônica. Perda Total para o Brasil!

Por isto, o símbolo do buraco em que estamos metidos aparece no instante imortalizado na fotografia acima – clicada no ano de 2008. Nela Dilma Rousseff aparece com o Paulo Roberto Costa atrás dela, olhando maliciosamente, não se sabe para onde... Ambos com o uniforme de empregados da Petrobras (que lembra a cor da roupa de algumas penitenciárias retratadas em filmes de Hollywood)... Dilma adoraria que fosse uma montagem... Mas não é...

Retrato de uma realidade que a impunidade tenta esconder, tal imagem vale mais que mil palavrões... Quem é o mais poderoso na fotografia? Certamente, é o sujeito oculto – que nela não aparece. Ele, com certeza, está por trás da Dilma e do “Paulinho”. Seu diabólico nome talvez até seja citado nos processos da Lava Jato e em outras operações menos votadas, geralmente correndo sob estranho segredo judicial. Acontece que nada atinge o blindado companheiro.

O dantesco significado imagético de tudo isso: #PT$audações ao Governo do Crime Organizado...

Fonte: https://www.facebook.com/cassio.camargofioravante/posts

Senador do PT da Bahia pego com a boca na botija.

O senador Walter Pinheiro sempre se orgulhou de estar do lado certo nas disputas políticas. Quando o PT mergulhou no mar de lama do mensalão, ele foi uma das poucas vozes petistas a falar contra a prática, batendo de frente inclusive com a cúpula mensaleira e seu próprio partido. 
Na edição desta semana de VEJA, porém, o senador aparece no lado oposto do enredo. Dalva Sele, a presidente do Instituto Brasil, uma ONG criada por petistas para desviar recursos públicos, disse que parte da campanha dele foi financiada com dinheiro roubado dos pobres – recursos do Fundo de Combate à Pobreza que deveriam ter sido usados para construir casas para a população carente da Bahia.

Partidos de Dilma e Marina lideram ranking da ‘ficha suja’

Marcelo Camargo/ABr e Vagner Campos
Próximas nas pesquisas eleitorais,
Dilma e Marina são candidatas pelos dois partidos
com mais candidatos barrados na Ficha Limpa
Com 20 nomes cada, PT e PSB são as legendas com o maior número de candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa na Justiça eleitoral. Veja a distribuição de “ficha suja” entre todos os partidos.
Edson Sardinha e Hícaro Teixeira
Favoritas na corrida ao Palácio do Planalto, as candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) veem seus partidos empatarem em outra disputa, menos lisonjeira: com 20 nomes cada, o PT e o PSB dividem a primeira colocação no ranking das legendas com o maior número de políticos barrados este ano pela Lei da Ficha Limpa. Juntas, as duas siglas abrigam 16% dos 253 candidatos considerados “ficha suja” pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), de acordo com levantamento parcial do Congresso em Foco.


Em comparação com o número de candidatos lançados, o PP, do deputado Paulo Maluf (SP), é o mais enrolado: dos 757 concorrentes pelo partido, 18 (2,4%) tiveram a candidatura negada em razão de condenações por órgão colegiado, como o próprio Maluf, ou rejeição de contas referentes a outros cargos públicos. A maioria deles ainda segue na disputa, pedindo votos, enquanto recorre ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Das 32 siglas registradas no país, apenas três não tiveram candidaturas negadas pela Justiça eleitoral com base na Ficha Limpa: PPL, PCB e PCO.

Quase metade dos barrados até o momento é filiada aos nove partidos que integram a coligação “Com a Força do Povo”, de Dilma. Somados, PT (20), PP (18), PMDB (16), PDT (15), PSD (15), PR (11), PCdoB (7), PRB (6) e Pros (2) – que apoiam a reeleição da petista – têm pelo menos 110 candidatos com problemas na Justiça eleitoral.

Já as nove siglas que compõem a chapa “Muda Brasil”, de Aécio Neves (PSDB), reúnem 69 concorrentes considerados ficha suja: PTB (12), PEN (11), PMN (10), PSDB (8), DEM (7), PTdoB (7), SD (6), PTN (5) e PTC (3).

As seis legendas da coligação “Unidos pelo Brasil”, de Marina, somam 44 barrados pela Ficha Limpa: PSB (20), PPS (8), PRP (6), PSL (6), PHS (4) e PPL (0). Essas coligações, porém, se desfazem e se confundem nas eleições estaduais, tornando ainda mais embaralhado o jogo político-eleitoral.


Coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e idealizador da Lei da Ficha Limpa, o juiz Márlon Reis diz que os partidos precisam fazer uma análise prévia dos filiados dispostos a concorrer a um mandato. Para ele, é preciso reforçar o “filtro” interno sobre os candidatos com condenações, o que facilitaria tanto a vida da Justiça eleitoral quanto a do eleitor.

“É papel dos partidos políticos fazer esse crivo. A população também deve ficar atenta e exigir dos partidos políticos os critérios adotados pela Ficha Limpa. Na avaliação de Márlon, a aplicação da lei pela primeira vez em uma eleição geral produz resultados que devem ser comemorados. “Três candidatos a governador renunciaram. Isso é um grande avanço”, ressaltou.

Ao analisar o número de barrados em seu partido, o vice-líder do PSB na Câmara Júlio Delgado (MG) reconheceu que as direções partidárias ainda falham na análise da vida pregressa de seus filiados. “Não dá para analisar a ficha de todos, a não ser que o candidato já tenha um passado que o enquadre”, disse. Para Júlio, as legendas ainda vão ter de reforçar o filtro diante da nova realidade da Ficha Limpa. Mas isso, admite, demandará tempo. “Infelizmente, a lei não influenciou tanto os partidos nestas eleições. Queremos que influencie mais.”

O Congresso em Foco solicitou a todos os 27 TREs um balanço sobre a aplicação da Ficha Limpa nestas eleições. Poucos responderam. A reportagem também verificou na página do Tribunal Superior Eleitoral a situação das candidaturas contestadas pelo Ministério Público Eleitoral. É possível que o número de barrados seja ainda maior, já que há casos em que os registros foram negados a pedido de coligações e candidatos adversários, e não dos procuradores eleitorais.

#FichaSujaNao
Para que os dados possam ser atualizados, o site reitera o convite feito na última segunda-feira (15): utilize a utilize a #FichaSujaNao,  envie nomes que, por ventura, não figuram na nossa lista e ajude a espalhar os candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa.

A rejeição da candidatura não tira o político da corrida eleitoral e permite que ele siga com a campanha até a votação caso não tenham se esgotado todas as possibilidades de recurso. Se a situação dele não for regularizada, seus votos serão considerados inválidos.

De acordo com a Lei da Ficha Limpa, ficam inelegíveis os candidatos que tiverem suas contas rejeitadas por ato intencional (ou “doloso”) de improbidade administrativa quando exerciam cargos ou funções públicas, ou que foram condenados por determinados crimes em órgãos colegiados.

No caso das contas, é necessária a comprovação de que a irregularidade seja incorrigível, ou “insanável” e que e o ato ilegal seja considerado como improbidade administrativa. Também podem ser barrados os políticos que tiveram mandato cassado ou que renunciaram para escapar de processo de cassação. A palavra final se o candidato é “ficha suja” ou “ficha limpa” é da Justiça eleitoral. Mas o caso pode parar até no Supremo Tribunal Federal (STF).

Presidente de ONG denuncia petista Rui Costa e aliados do PT por esquema de desvios milionários na Bahia

A presidente da ONG Instituto Brasil, Dalva Sele, em entrevista à Revista Veja, denunciou um esquema milionário de desvio de verbas públicas dos quais fazem parte o atual candidato do PT ao governo da Bahia, Rui Costa e outros aliados do PT.

Dalva apontou o candidato ao governo do Estado da Bahia, Rui Costa, de ter participado juntamente com mais um senador, dois deputados federais e do ex-ministro da presidenta Dilma, Afonso Florense, que chefiava a pasta de Desenvolvimento Agrário.

Na denúncia são citados o senador Walter Pinheiro que, segundo Dalva, teria recebido R$ 260 mil. São citados também o deputado federal pelo PT, Nelson Pelegrino e o atual presidente da Embratur, ex-PCdoB, Vicente Neto. O Instituto Brasil foi criado por petistas da Bahia e desde 2010 sofre investigação do Ministério Público.

A ONG foi escolhida para a construção de mais de 1000 casas populares, tendo recebido R$ 17,9 milhões de recursos do Fundo de Combate à Pobreza para a construção.

Segundo a presidente, a ONG recebia os recursos para construção de 1.000 casas, por exemplo, fazia apenas 100 habitações e repartia o restante do dinheiro entre os políticos do partido e para ajudar o financiamento do caixa eleitoral do PT na Bahia. Como os convênios eram assinados com as administrações petistas, cabia aos próprios petistas a tarefa de fiscalizar.

Dalva disse ainda, que desde 2004, quando o instituto foi criado, cerca de R$ 50 milhões já foram movimentados. Os outros envolvidos ainda não tiveram seus nomes revelados.


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