sexta-feira, 22 de agosto de 2014

“Marina é um perigo, um engodo e tem a alma do PT”, diz Lobão

Foto Gogle
Muito bom o comentário do músico e escritor Lobão sobre política nacional em geral e Marina Silva em particular.

A aura de fragilidade não convence. Para Lobão, Marina é uma Dilma levemente modificada, menos calórica. Lembra que ela defende o Decreto 8.243, que é o passo mais ousado do PT rumo ao bolivarianismo, usurpando o poder do Congresso no país.

Votar em quem? Lobão deixa claro: não tem jeito, é PSDB, mesmo que seja um partido de esquerda, social-democrata, que historicamente sempre foi saco de pancada dos comunistas.

É um ponto de vista muito alinhado ao meu, como o leitor saberá. Lobão também acha que o importante, agora, é ganhar tempo, quatro anos de sobrevida, enquanto uma agenda nova ou um partido novo são criados.

Ou por acaso você quer Pablo Capilé como ministro da Cultura?

Rodrigo Constantino

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Instituições religiosas: como não desperdiçar o dinheiro dos pobres?


A reforma do Papa Francisco continua, convidando as congregações religiosas a serem transparentes na gestão dos bens

O Vaticano publicou este mês os princípios para a administração de recursos ao serviço da caridade. Neste sentido, os institutos de vida consagrada e as sociedades de vida apostólica receberam uma carta circular com as indicações do Papa Francisco com as orientações para a gestão dos bens.

O documento, que exorta a usar o campo da economia como instrumento da ação missionária, leva a assinatura do cardeal João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, e do arcebispo José Rodríguez Carballo, secretário do mesmo dicastério.

A poucos passos da Basílica de São Pedro e por apenas dois euros é possível adquirir o documento de orientação que aconselha os consagrados a colaborar com técnicos e leigos profissionais em economia, fiscalização e direito, entre outras novidades.

A carta foi publicada pela Livraria Editora Vaticana e é o documento de preparação para a celebração do Ano da Vida Consagrada, que começará no próximo dia 30 de novembro e se estenderá até o dia 2 de fevereiro de 2016.

Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá.

Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir. (Lc 12, 48)

Uma fonte do Vaticano revelou que este é um documento essencial para todas as comunidades e reflete as novas disposições do Papa Francisco em matéria econômica.

Três são os pontos principais: gestão dos bens, colaboração com a Igreja local e formação. Vejamos cada um deles:

Gestão dos bens

O documento pede fidelidade ao carisma, mas ao mesmo tempo convida a buscar a caridade evangélica como objetivo comum. Orienta a organizar as obras por prioridades, fazer planejamento, orçamento e balanço, controlar a gestão, preparar planos plurianuais, considerar a sustentabilidade e criar estruturas de fácil gestão.

Colaboração com a Igreja local

Como ponto importante das novas disposições, o documento sublinha o diálogo entre a Igreja local, os institutos e os assessores em situações muito concretas: fechamento de casas ou obras, alienação de bens, conservação de uma presença religiosa em harmonia com as necessidades da cidade e da diocese.

Uma novidade importante é que o documento garante que é quase impossível prescindir da colaboração com técnicos, leigos e membros de outros institutos. Isso robustece a exigência de formar a Igreja não somente com padres e consagrados, mas também com leigos preparados e dispostos para o serviço comum.

Isso implica aspectos mais complexos, como resolver problemas legais, econômicos, fiscais, e assessoria para gastar eficazmente o dinheiro.

Formação

O documento também defende uma formação econômica para garantir opções missionárias inovadoras e proféticas. Confiar a uma só pessoa – por exemplo, o ecônomo da instituição – a responsabilidade exclusiva gerou um desinteresse pela economia dentro das comunidades.

Isso acabou gerando uma perda do contato com os custos da vida e os cansaços que a gestão supõe. Da mesma maneira, lamenta-se uma falta de formação dos ecônomos para acompanhar as novas instâncias.

Por último, o dicastério vaticano confirma que as orientações do Papa Francisco servem para viver evangelicamente a dimensão econômica e impulsionar a missão da Igreja no mundo.

"A Igreja não é uma ONG", disse o Papa no Rio de Janeiro. No entanto, é uma instituição terra que administra hospitais, orfanatos e doações, entre outros recursos. Seu serviço aos mais necessitados requer eficácia e responsabilidade.

Esta sempre foi a concepção de São Vicente de Paulo (1581-1660), santo da caridade, que confirmava que não há caridade que valha sem uma boa organização.

Fonte: aleteia

O Papa Francisco apoia ação internacional para parar o “agressor injusto” no Iraque

O Papa Francisco no voo de regresso a Roma /
Foto: Alan Holdren (Grupo ACI)
VATICANO, 18 Ago. 14 (ACI/EWTN Noticias).- No voo de regresso a Roma, o Papa Francisco se pronunciou sobre as ações militares no Iraque para impedir o genocídio das minorias por parte dos extremistas do Estado Islâmico e assegurou que “é lícito parar o agressor injusto”.

Do avião papal, durante a roda de imprensa que concedeu às dezenas de jornalistas que o acompanharam na viagem, Alan Holdren, do Grupo ACI, formulou a pergunta sobre este tema em nome dos jornalistas de fala inglesa.

“Santo Padre, meu nome é Alan Holdren, trabalho para o Catholic News Agency, Grupo ACI e EWTN. Como sabe, não faz muito o exército dos Estados Unidos começou a bombardear os terroristas no Iraque para prevenir um genocídio, para proteger o futuro das minorias, inclusive o dos católicos que estão sob o seu cuidado. Aprova os bombardeios norte-americanos?”, perguntou Holdren.

“Quando há uma agressão injusta, posso apenas dizer que é lícito parar o agressor injusto. Ressalto o verbo parar, não digo bombardear, fazer a guerra, mas pará-la. Os meios com os quais pode ser parada deveriam ser avaliados. Parar o agressor injusto é lícito", respondeu o Papa.

Entretanto, esclareceu que “apenas uma nação não pode julgar como se para isso. Como se para um agressor injusto. Depois da Segunda Guerra Mundial, apareceu a ideia das Nações Unidas. Lá é onde se deve discutir e dizer: ‘Há um agressor injusto?’. ‘Parece que sim’. ‘Como o paramos?’”

O Papa recordou que junto aos cristãos, “e aos mártires -sim, há muitos mártires-”, também estão sofrendo muitos homens e mulheres de outras minorias religiosas “nem todos são cristãos, ,mas todos são iguais perante Deus né? Parar o agressor injusto é um direito que a humanidade tem, mas também é um direito que o agressor tem de ser parado, para que não faça o mal”.

Logo, um jornalista da agência AFP insistiu em questioná-lo sobre “se estaria disposto a apoiar uma intervenção militar contra os jihadistas em território iraquiano” e lhe perguntou se “pensava em ir ao Iraque algum dia, talvez ao Curdistão para apoiar os cristãos refugiados e rezar com eles na terra onde viveram por dois mil anos”.

Francisco recordou que faz dois meses se reuniu com o governador do Curdistão no Vaticano. “Ele tinha uma ideia muito clara da situação e a forma de encontrar uma solução, mas foi antes destas últimas agressões”, indicou.

Insistiu em que “estou apenas de acordo no fato de que quando há um agressor injusto, deve ser parado” e adicionou que “sim, estou disposto” a visitar o Iraque.

O Papa disse conhecer a situação das “minorias religiosas” e como neste momento o Curdistão não pode “receber a tanta gente”.

O Papa Francisco recordou o comunicado que o porta-voz vaticano, Pe. Federico Lombardi, escreveu em seu nome e que foi enviado a todas as nunciaturas para que seja conhecido pelos governos.

Além disso, “enviamos uma carta ao secretário geral das Nações Unidas (Ban Ki-moon)”. “Tantas coisas, e ao final, dissemos, enviamos uma pessoa especial (que é) o Cardeal Filoni”.

“Ao final pensamos que se fosse necessário, quando retornássemos da Coréia poderíamos ir lá. Era uma das possibilidades”. Esta foi a resposta. “Neste momento, estou preparado e agora mesmo não é o máximo, o melhor que se pode fazer, mas estou disposto a isso”.

Mais de R$ 21 bilhões foram desviados do país em 7 anos, diz laboratório contra lavagem

Foto: Reprodução
Um balanço da Rede Nacional de Laboratórios Contra a Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab) identificou que cerca de R$ 21,4 bilhões podem ter sido desviados nos últimos sete anos. Os números foram anunciados nesta segunda-feira (18) pela instituição, ligada ao Ministério da Justiça (MJ), e corresponde ao período entre 2007 e julho de 2014. Foram analisados 2.196 casos que apuravam lavagem de dinheiro e corrupção, além de crimes contra a administração pública. 

A Rede-Lab utiliza alta tecnologia para a análise de dados financeiros, e visa auxiliar as investigações de lavagem de dinheiro para, então, recuperar os ativos ilícitos. 

O secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, destacou o conjunto de casos de sucesso no combate à corrupção, ao abrir o seminário que discutiu os resultados do trabalho da Rede-Lab. "Isso tem ajudado ao país na sua disposição firme e contínua de combater a corrupção e a desmistificar todas as condições objetivas que permitem ao crime organizado dar aparência de licitude a recursos vindos de atividades ilícitas. É para isso que a Rede-Lab existe", explicou Abrão. Informações da Agência Brasil.

Barrocas-Ba: Padre Evandro foi empossado como Pároco da Paróquia São João Batista.

O Padre Evandro Andrade, foi empossado na missa do domingo dia 17, numa celebração que contou com a presença do Bispo Dom Ottorino, Padres e Diáconos. 

A igreja esteve repleta de fiéis, barroquenses que foram à missa dominical para dar as boas-vindas ao novo padre, e serrinhenses que vieram a Barrocas apoiar Evandro na sua nova jornada.

Padre Evandro assume uma paróquia bem estruturada e organizada, com a missão de substituir um padre querido pelos fiéis, principalmente por seus feitos administrativos, a quem diga que um novo ciclo se inicia com a chegada de um Padre que tem um perfil diferente, Evandro é querido pelo amor e carinho que conduz o rebanho, "dono de um gigante coração" como disse um serrinhense ao definir o Padre. Talvez a Igreja Católica Barroquense com a chegada de Evandro Andrade estará ainda mais atenta às questões sociais e as angustias da sociedade como tem pregado o Papa Francisco.

...Foi um dia de boas-vindas! Dia de acolher com muita felicidade o nosso novo pastor, aquele que vai guiar nosso rebanho, Padre Evandro. Ser padre é ser escolhido por Deus, somente alguém que tem Deus no coração, vocação, força e fé é capaz de abdicar tantas coisas e entregar-se à igreja e poder realizar tantos feitos como celebrar a eucaristia, pregar o evangelho, acolher os pecadores, orientar a comunidade, ser um pai espiritual para nos guiar no caminho da salvação. Publicação da Paróquia São João Batista, através da sua página no Facebook.
O Padre Evandro comentou...

"Encerro o dia agradecendo a Deus pela maravilhosa experiência deste domingo. Obrigado aos queridos amigos de Serrinha e a meu povo de Barrocas. Mais uma vez renovo o que disse pela manhã: "Chego a essa paróquia com o desejo de vos ser um pastor segundo aqueles moldes apresentados pelo Papa Francisco: quero estar a frente de vocês para indicar o caminho do seguimento a Jesus Cristo e o compromisso com o seu projeto; quero estar no meio de vocês, desejando ser um pastor que conhece seu rebanho, que experimenta de suas alegrias e esperanças, mas também tristezas e sofrimentos; e quero estar atrás de vocês, cuidando das ovelhas que se dispersaram e também para seguir e aprender com o meu rebanho, afinal o dom do discernimento Deus concede a todos, aos pastores e também às ovelhas".

@ Nossa Voz - Informações e Fotos: Paróquia São João Batista

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Bolsa Família, o maior colégio eleitoral do Brasil

Usuários do Bolsa Família em Salvador
buscam informações sobre bloqueio inexplicado
do benefício em 2008
(Welton Araújo/Agência A Tarde/AE/VEJA)
Um eleitorado de 40 milhões de pessoas é influenciado pelo programa, que, especialmente no Nordeste, se tornou uma arma eleitoral incomparável
Gabriel Castro e Laryssa Borges
“Quem de vocês aqui gosta do Bolsa Família levanta a mão?”, brada ao microfone, do alto de um palanque improvisado, o senador Lobão Filho, candidato do PMDB ao governo do Maranhão, na cidade de Barra do Corda (85.000 habitantes). A plateia reagiu imediatamente com os braços estendidos. O candidato continuou: “Isso me preocupa, porque os nossos adversários estão unidos a Aécio Neves, que já disse em todos os jornais e todas as emissoras de TV que é contra o Bolsa Família".

Filho do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), que orbita o petismo como representante de José Sarney há anos, o candidato peemedebista convive com Aécio Neves no Senado. Os dois são colegas. O peemedebista sabe que o tucano nunca se opôs ao programa – pelo contrário, é de Aécio a proposta para transformar o programa em política permanente de Estado. Mas, nos grotões do Brasil, Lobão Filho utiliza um discurso convenientemente falso. Mesmo um candidato ligado à oligarquia recorre ao discurso de que os seus concorrentes são inimigos do povo por causa de uma oposição fictícia ao programa.

Nas últimas semanas, os candidatos a presidente (especialmente Dilma Rousseff) intensificaram as viagens a São Paulo para tentar conquistar a simpatia do eleitor paulista. A razão é óbvia: o Estado tem 32 milhões de votos, o maior número de eleitores entre as unidades da federação. Mas, na disputa deste ano, também está em jogo um "colégio eleitoral" muito mais poderoso – e leal: o dos beneficiados pelo Bolsa Família. São 14,2 milhões de famílias contempladas pelo programa. Mas estudiosos do programa, como o economista José Matias-Pereira, especialista em gestão pública e professor da Universidade de Brasília, estima que pelo menos 40 milhões de eleitores sejam afetadas pelo programa.

A conta inclui não só os mais de 25 milhões de eleitores que recebem recursos do programa. "Existe, por exemplo, a pessoa que pensa: se minha filha perder o Bolsa Família com os cinco filhos que ela tem, ela vai voltar para dentro da minha casa", diz o professor. Ele também cita comerciantes que vendem fiado para os beneficiários do programa em localidades pobres :"Há uma espécie de medo nessas comunidades. Independentemente de a pessoa receber o Bolsa Família, ela acompanha a decisão da maioria porque sabe que, se aquilo mudar,também ameaça os interesses dela". E, claro, essa arma é utilizada à exaustão por políticos Brasil afora, especialmente longe dos holofotes.

Neste ano, a Bahia foi a que mais recebeu repasses do governo federal no programa Bolsa Família: 1,36 bilhão de reais, segundo o Portal da Transparência do governo federal. As maiores cidades do estado são as principais beneficiárias: Salvador, com 113,8 milhões de reais neste ano, Feira de Santana, com 29,2 milhões de reais, e Vitória da Conquista, com 21,9 milhões de reais.

Há mais beneficiários do programa na Bahia do que em São Paulo, cuja população é três vezes vezes maior. Mais em Pernambuco do que em Minas Gerias. Mais no Maranhão do que no Rio de Janeiro. Isso ajuda a explicar por que o Nordeste se transformou em uma quase intransponível fortaleza eleitoral do petismo. Em 2014, até agora, o governo destinou 10,5 bilhões de reais ao programa.

Jailza Barbosa, 33, desempregada, moradora do bairro Cajazeiras, em Salvador, tem dois filhos, de 10 e 15 anos, e recebe 134 reais por mês. “O candidato em que eu vou votar é o do partido que me ajuda por causa do Bolsa Família. Não sei o nome dele, mas já estava com isso na cabeça. O programa é muito bom porque me ajuda e é a única renda que eu tenho hoje”, diz.

O número de beneficiários só tem aumentado: em 2004, eram 6,6 milhões de famílias atendidas. A elevação desde então foi de 215%, muito acima do crescimento vegetativo na população – e se deu num período em que, segundo o governo, dezenas de milhões de pessoas deixaram a pobreza. Os números ajudam a entender o que é fácil de constatar in loco.

Na cidade Central do Maranhão, onde Dilma teve 96% dos votos em 2010, é difícil encontrar alguém que saiba quais são os adversários da presidente Dilma Rousseff. E a razão principal para o apoio incondicional à petista, seja qual for o oponente, é apresentada pelos próprios eleitores. Como o lavrador Carlos Azevedo: “Para mim, a candidata é a Dilma. A gente tem medo de tirarem o Bolsa Família”, diz ele, ao lado da mulher, a dona-de-casa Marinete Viana. Ela diz ter visto na televisão a informação de que os adversários da presidente colocariam fim ao programa.

"Não me interessa saber quem são os outros candidatos", declara Claudilene Melo, que trabalha como doméstica mas também recebe o Bolsa Família.

O cenário eleitoral deve acentuar a importância do Bolsa Família para a candidatura de Dilma Rousseff. A trágica morte do candidato Eduardo Campos e a possível entrada de Marina Silva na disputa devem acentuar, por um lado, a vantagem de Dilma no Nordeste (onde Campos era mais popular) e, por outro lado, tirar votos da petista nas grandes cidades (onde Marina tem um eleitorado mais forte). Como consequência, a tendência é que o PT se encastele ainda mais no Nordeste, onde estão 52% dos beneficiados pelo Bolsa Família (a região tem apenas 27,7% da população brasileira).

"O governo vai se fiar nesses programas de transferência de renda, porque a gerência macroeconômica é débil, a inflação é crescente, o crescimento econômico tem sido pífio", diz o professor Carlos Pereira, da Fundação Getúlio Vargas.

O efeito do Bolsa Família nas eleições de 2006 e 2010 foi objeto da análise de pesquisadores do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB). Conclusão: havia uma forte correlação entre o voto no PT e a participação no programa do governo.

Independentemente da postura dos adversários de Dilma Rousseff, a maior parte dos eleitores que recebem o Bolsa Família não arrisca apoiar aquilo que veem como uma aposta duvidosa. Para o jogo democrático, o efeito é desastroso. Se o único critério na escolha do candidato é o Bolsa Família, o eleitor vota sem levar em conta outros temas essenciais, como as políticas para saúde, segurança e o combate à corrupção. “É como se nós tivéssemos voltando para o século XIX, com os currais eleitorais fechados”, diz o professor José Matias-Pereira.

Como o número de beneficiários do Bolsa Família cresce continuamente, é cada vez maior o contingente de eleitores que escolhe seu candidato presidencial apenas com base no receio de perder o pagamento mensal. “O coronel local está sendo substituído pelo coronel federal. Mas o padrão é o mesmo: o modelo patrimonialista onde indivíduo usa os bens do estado para se beneficiar política ou em benefício próprio”, afirma o professor da UnB.

sábado, 16 de agosto de 2014

REPORTAGEM-BOMBA DE 'VEJA' REVELA: PESQUISAS APONTAM QUE TUDO ESTÁ INDEFINIDO EM RELAÇÃO À ELEIÇÃO PRESIDENCIAL!

Como não poderia deixar de ser, a reportagem-bomba de Veja desta semana é a tragédia que ceifou a vida dos passageiros e tripulantes do fatídico voo que se espatifou ao tentar aterrissar no aeródromo de Santos, no litoral paulista. Dentre os tripulantes estava o candidato presidencial do PSB - Partido Socialista Brasil, o pernambucano Eduardo Campos.

O fato em si, é claro, já é de amplo conhecimento público desde o momento em que fumegava o local da tragédia, em um terreno baldio entre um conjunto de prédios. A reportagem-bomba vai além do factual e preenche as lacunas do noticiário dos jornalões e redes de televisão.

O importante é que Veja revela nesta ampla reportagem que pesquisas apontam: tudo está indefinido em relação à eleição presidencial marcada para 5 de outubro deste ano de 2014. Além disso, a publicação também traz informações exclusivas sobre a tragédia, incluindo as investigações em andamento sobre as causas do acidente.

Marina Silva, até então integrando a chapa de Campos como candidata a vice-presidente, já sinalizou que aceita a condição de cabeça de chapa. Embora tenha afirmando que só declinará a sua opção depois que seja consumado o sepultamento de Eduardo Campos, marcado para este domingo no Recife, na verdade já deu o sinal verde.

Veja adianta que Marina já é a candidata. Aliás, as hostes do PSB e da tal Rede que Marina Silva lidera, fervem noite e dia a partir do momento em que Eduardo Campos jazia morto sob os escombros da aeronave. Já se comentou inclusive que uma parte do PSB estava louca para se jogar nos braços do Lula e da Dilma.

ORÁCULO DO ECOCHATISMO

Marina Silva é uma espécie de oráculo dos ecochatos brasileiros. Cultiva um viés autoritário que é comum aos partidos verdes que após o esfacelamento da ex-URSS e a reunificação da Alemanha, surgiram como a alternativa imediata do que sobrou do velho comunismo. O que pareceu ser uma festa da liberdade com milhares de pessoas sapateando em cima dos escombros do Muro de Berlim, na verdade foi um evento que marcou uma renovação do movimento comunista internacional.

Daquele momento em diante, os comunistas decidiram largar a guerra de guerrilha, os assaltos, os fuzilamentos de adversários, os golpes de Estado cruentos como se viu em Cuba há mais de meio século, cujo emblema era o 'paredón'.

Vestidos de verde os comunistas iniciaram um novo tipo de ataque à civilização ocidental. Decidiram conquistar corações e mentes por meio de uma meticulosa engenharia social. Nesta altura dos acontecimentos no final dos anos 80 e início dos 90 do século passado, o ambientalismo ecochato já estava pronto para ocupar o espaço deixado pelo velho comunismo capitaneado pela agora esfacelada ex-URSS. Esse desmantelamento, a rigor se deu apenas em termos territoriais, haja vista que a hegemonia da Rússia permaneceu intacta, como de resto todo o seu aparelho de espionagem, propaganda e repressão, representado pela polícia política denominada KGB, da qual Vladmir Putin, que dela fazia parte, foi o herdeiro imediato. E os fatos recentes ocorridos na Ucrania falam por si só comprovando a tétrica realidade que se vai tornando hegemônica em termos globais.

O EMBUSTE DA SUSTENTABILIDADE

Marina Silva é a representante dessa nova ordem ecochata. Tanto é que enquanto lhe foi útil, esteve vinculada diretamente ao PT, e vivia de beijos e abraços com Lula, de quem foi ministra... (Leia na íntegra AQUI).