domingo, 29 de março de 2015

EXPLODE A BOLHA POPULISTA E A DESAPROVAÇÃO DE DILMA SOBE PARA 55% NO NORDESTE

(Folha) O forte aumento da rejeição ao governo Dilma Rousseff no Nordeste ocorre no mesmo momento de uma perda importante do dinamismo na região, que chegou a crescer a velocidades "chinesas" ao longo da década passada. Segundo o Datafolha, o índice de ruim/péssimo de Dilma saltou de 11% para 55% de outubro a março no Nordeste. O período coincidiu com a disparada da inflação medida regionalmente e com a primeira queda em vários anos do saldo líquido de empregos formais na região (veja quadro à pág. B3).

Embora ainda conserve desempenho superior à média nacional, a atividade no Nordeste vem convergindo para o baixo ritmo do resto do país. A região também perde terreno em áreas intensivas em mão de obra, como a construção civil. Alguns grupos regionais já reveem abruptamente suas expectativas.

Em 2014, o Nordeste concentrou 30% das demissões na construção civil, setor que cortou 106 mil vagas no país. O recuo de 3,4% na média nacional foi menor que o de 4,6% na região nordestina. Cortes nas verbas e nos pagamentos de obras de infraestrutura e do Minha Casa Minha Vida são alguns dos principais motivos para o aumento das demissões na região, avalia Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre.

Diante do novo cenário, um dos principais grupos do setor de material de limpeza do Norte e Nordeste, o Raymundo da Fonte --detentor da popular marca Brilux--, readequou sua projeção de crescimento para 2015, de 12% para 5%. "Há uma acomodação do mercado e queda no consumo. Se conseguirmos manter o ritmo de produção e não demitir, já vai ser muito bom", diz o diretor comercial do grupo, Romero Longman.

"As pessoas colocaram o pé no freio, comprando em quantidade menor e buscando marcas mais baratas", afirma Teobaldo Costa, presidente da Associação Baiana de Supermercados e dono do grupo Atakarejo, o maior do segmento na Bahia. Segundo o Datafolha, o Nordeste concentra a maior proporção de eleitores que votaram em Dilma em outubro e que agora consideram seu governo ruim/péssimo: 24% estão "frustrados", ante a média nacional de 16%.

"A rejeição maior vem da frustração com a economia, do medo do desemprego e da percepção da inflação fora do controle. Tudo temperado pelos escândalos de corrupção", afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha. 29 de março de 2015 in coroneLeaks

Barrocas-Ba: Uma parte de sua história pela passagem dos quinze anos de emancipação política

Antiga Praça s. João Batista e a capela do padroeiro.

A cidade de Barrocas está situada na região do Semi-Árido (caatinga) do estado da Bahia. Fica a 255 km da Capital pela antiga estrada de ferro Viação Férrea Federal Leste Brasileiro que liga Salvador a Juazeiro, hoje privatizada com o nome de Estrada de Ferro Centro Atlântica.

Esta terra acolhedora e tão querida por seus filhos nativos e pelos que aqui chegaram, viveram, ajudaram a crescer e a prosperar, tem suas origens na estrada de ferro. À ferrovia ela deve não só o seu nascimento, mas seu crescimento e progresso. Seus filhos, desde o nascimento, eram embalados, acordados e acalentados pelo apito saudoso das locomotivas a vapor, carinhosamente apelidadas de “maria-fumaça”.

Quando o sino da estação badalava anunciando a partida de um trem da estação vizinha, a população se alegrava. Era o anúncio de que, talvez, um parente, um amigo, um namorado viessem chegando no trem de passageiro. O trem trazia também notícias da Capital do Estado, do Brasil e do mundo, através do jornal “A Tarde” ou da revista “O Cruzeiro”. Durante a Segunda Guerra Mundial (1942-1945), jornais e revistas, vindos de trem, traziam notícias da guerra.
Diga-se com orgulho que lá na Itália, também um brasileiro, filho de Barrocas, servia à Pátria dando força às tropas aliadas.
Antiga locomotiva a vapor
O apito do trem era sinal de que em breve os potes, porrões e dornas vazias seriam abastecidos de água para beber, cozinhar e lavar o rosto e os pés (banho com água do trem era luxo, tendo em vista a sua escassez). Homens, mulheres, jovens e até crianças corriam para a estação com latas e baldes, na certeza de que um maquinista amigo abriria a torneiras do tênder da maria-fumaça para encher suas vasilhas. De outras vezes, o trem trazia um vagão-tanque e deixava-o no desvio para o povo tirar água.

O trem-de-carga levava para a capital e para outras cidades os produtos da terra e trazia mercadoria para abastecer os armazéns, vendas e bodegas.

Os trens de passageiro transportavam as pessoas a negócio ou a passeio. Neles, durante as férias, adolescentes, jovens nativos que estudavam ou tinham ido morar na Capital - em outras cidades também - vinham passar dias com os avós, com os tios; rever os parentes e encontrar os primos e primas. Quantos namoros (alguns deram em casamento) começaram entre os primos no varandado da casa do vovô, nos caminhos e veredas das fazendas, das roças e até debaixo dos umbuzeiros floridos ou com o chão lastrados de umbus madurinhos e doces. Os jovens e as jovens suspiravam pelo encontro com os primos ou primas, chegando para as férias.

Quanta alegria! Quanta festinha era improvisada ao som do toca-discos a bateria ou de uma radiola!

Ao badalar do sino da estação anunciando achegada do trem de passageiro, as moças corriam para a estação para ver a chegada ou passagem de algum rapaz, um futuro namorado e um marido, talvez.

O trem apontava para as bandas do Barracamento Velho ou do tanque do Sítio Novo; o guarda-chave estava de prontidão na agulha com a bandeira verde indicando linha livre. Mães de família pobres vinham à estação vender aos passageiros doces, arroz-doce, café, galinha assada; jovens e crianças vendiam pães em cestos, bolachões, biscoitos e água em moringas de barro - água barrenta, de tanque ou tirada do trem anterior, mas que matava a sede e refrescava.
Antiga estação ferroviária de Barrocas comprada pela Prefeitura
Municipal de Barrocas e transformada em
Centro  Cultural de Informática

Em poucos minutos, o agente, vestido de brim cáqui, botões dourados e quepe na cabeça, sacudia a campainha de bronze, liberando o trem; o chefe-de-trem levava o apito à boca e produzia dois silvos longo e agudos, avisando ao maquinista que podia arrastar o trem; o maquinista, levando a mão à corda do apito da locomotiva a vapor, fazia ressoar dois longos apitos que faziam eco na “baixa de seu Sinfrônio”; depois com um braço forte, ele puxava o regulador da locomotiva e o trem de passageiro, qual serpente azul, começava a mover-se lenta e gradativamente, ia aumentando a velocidade, soltando baforadas de fumaça de vapor pelos ares até sumir nas imediações do tanque do Sítio Novo, se ia em destino à Capital ou do Barracamento Velho; se ia para o interior - chegava até Senhor do Bonfim; lá os passageiros faziam a baldeação para Juazeiro ou Jacobina, pela Linha da Grota. O barulho do vapor que escapava dos cilindros da locomotiva e o atrito das rodas nos trilhos parecia dizer: Café com pão, bolacha não, café com pão, bolacha, não...
Para os barroquenses de hoje, esse relato serve apenas como informações históricas e até folclóricas, mas para os remanescentes que viveram naquela época, é um lindo sonho da aurora de suas vidas guardado na lembrança. 
Doce lembrança. 
Que volte o trem! 
Barrocas nasceu com a estrada de ferro; é filha do trem; do trem que a fez nascer, crescer e prosperar. Hoje, os que viveram naquela época não podem lembrar-se de Barrocas sem a recordação do trem. 

 Fonte: BARROCAS, UMA FILHA DA ESTRADA DE FERRO - João Gonçalves Pereira Neto e Tiago de Assis Batista

Autores do livro no dia do lançamento

Postado por Barrocas no Ar

Barrocas-Ba: Feira Cultural abre as comemorações do 15° Aniversário de Emancipação Política da cidade

Escola da Lagoa da Cruz
A programação do 15º aniversário de emancipação política de Barrocas foi iniciada em grande estilo na Praça da Matriz na manhã deste sábado (28), a população acompanhou cerca de 20 stands apresentado por Secretarias Municipais que trouxe em seus temas a história, momentos e acontecimentos do município desde a emancipação aos dias atuais.

Uma extensa programação foi organizada pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer para comemoração, três dias começando pelo sábado, se estendendo no domingo e finalizando na segunda com a esperada apresentação do Padre e apresentador da TV Aparecida, Pe. Alessandro Campos, na Praça da Matriz às 20 horas.
Stands com artesanato local
Além da participação de Associações comunitárias, NASF e CAPS, estudantes da Rede Municipal de Ensino que passaram a semana com aulas voltadas a emancipação puderam apresentar nos stands trabalhos sobre o município, a exemplo da Escola de Primeiro Grau José Pedro Mota, da Lagoa da Cruz trazendo o tema “Nosso Passado, Nossa História” que mostrou objetos e peças antigas.

A Escola de Primeiro Grau Roque Avelino de Queiroz através do stand falou da importância da responsabilidade no trânsito no momento em que Barrocas passa por um aumento contínuo de acidentes envolvendo motociclistas. Uma pesquisa feita pela Escola trouxe cerca de 180 acidentes registrados de 2010 até março de 2015 por sites e blogs locais e regionais, dentre a pesquisa praticamente 99% das matérias pesquisadas foi usado o JNV como referência.
O CMB apresentou personalidades
barroquenses 
“Nosso povo, nossa identidade” foi o tema apresentado pelo Colégio Municipal de Barrocas, barroquenses de diversos segmentos da sociedade foram destaque, dentre eles artistas, comerciantes e comerciários, esportistas e professores. A Escola João Francisco Pereira da Barreira levou o tema “Barrocas, um pedacinho do sertão”, com uma representação do nosso bioma, diversos tipos de plantas, instrumentos de trabalho e maquete das escolas desenvolvidas por crianças.
Muay Thai nas escolas
A Secretaria Municipal de Assistências Social ofereceu pintura grátis de tela e destacou o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos que atende mais de 10 comunidades no município. Ao lado, alunos do programa que têm nas aulas a arte marcial Muay Thai se apresentaram para a população da cidade, o esporte que foi inserido recentemente por uma parceria entre Secretarias Municipais conseguiu reunir um grande público pela manhã e tarde para assistir a apresentação dos alunos.
O grande públicos acompanhou atenciosamente cada stand, durante todo o dia o público da sede e povoados aproveitaram o dia da feira-livre para conhecer e aprender sobre a história e atividades do município.O evento contou com a participação do Prefeito Municipal José Almir, vice Tita de Roque, Vereadores e Secretários Municipais que colaboraram e prestigiaram o evento. O evento é organizado pela Prefeitura Municipal de Barrocas através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer.


Vaticano à ONU: Querem a igualdade da mulher? Não menosprezem o “gênio feminino”

Imagem referencial. Foto: Domínio Público.
NOVA IORQUE, 27 Mar. 15 (ACI/EWTN Noticias).- O reconhecimento do papel especial e integral da mulher no progresso da humanidade não pode passar por cima da dignidade das mulheres como esposas, mães e como uma voz dos vulneráveis, disse recentemente uma autoridade do Vaticano às Nações Unidas.

O Observador Permanente da Santa Sé ante a Organização das Nações Unidas (ONU), Dom Bernardito Auza, lamentou que a “contribuição essencial das mulheres ao desenvolvimento da sociedade, através de sua dedicação a sua família e a criação da próxima geração não é reconhecida adequadamente”.

“Às vezes seu serviço invisível e muitas vezes heroico é inclusive menosprezado como um modelo antiquado e insalubre da vida feminina”, criticou.

Em duas conferências à comunidade internacional sobre a dignidade da mulher, realizadas nos dias 13 e 18 de março, Dom Auza assinalou que “tais críticas não vêm de uma valorização verdadeira da mulher em sua totalidade e sua verdadeira igualdade, em complementariedade e reciprocidade, com o homem”.

O Observador Permanente da Santa Sé ante a ONU também rejeitou a ideia de que a igualdade das mulheres requer que as mulheres realizem todos os mesmos papéis que os homens.

“O verdadeiro respeito pela mulher começa em aceita-la com todos os aspectos de sua humanidade. Isso envolve criar as condições para que ela viva livre e plenamente”.

Nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, em março se celebra o Mês da História das Mulheres, e inclui a celebração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Dom Auza destacou que ao promover os direitos e igualdade das mulheres, o papel da família não deve ser esquecido.

O Prelado enfatizou que as mulheres têm um grande número de dons e talentos para oferecer à sociedade, incluindo “não só os aspectos que compartilham em comum com o homem, mas também os dons únicos que pertencem a ela como mulher", tais como a capacidade de ser mãe.

Esta, indicou, não é apenas uma capacidade física, mas abrange a capacidade de “uma forma de vida espiritual, educativa, afetiva, de criação e cultural”, seja ou não a mulher uma mãe física.

Esta “especial sabedoria para velar pela dignidade intrínseca de todos, para alimentar a vida e o amor e para desenvolver os dons dos outros” é a que se referiu São João Paulo II como o “gênio feminino”, explicou Dom Auza.

Ao minimizar o papel da família e da maternidade, indicou, as sociedades se arriscam a negar a dignidade humana das mulheres como toda uma classe, e advertiu que “o valor e dignidade única da maternidade em algumas sociedades é insuficientemente defendido, apreciado e promovido, deixando as mulheres cultural e legalmente em uma posição de escolher entre seu desenvolvimento intelectual e profissional e seu crescimento pessoal como esposas e mães”.

Quando a família “é ignorada ou atacada, devemos colocar-nos de pé e defendê-la sinceramente e com respeito por todos, e corajosamente advogar por melhores estruturas e políticas que apoiem as mulheres trabalhadoras que desejam ter filhos ou que querem dedicar-se, parcial ou totalmente, aos cuidados de suas famílias”, assinalou.

Dom Auza também destacou que tanto a maternidade como a família são afirmadas na Declaração Universal dos Direitos humanos.

Em seu discurso de 18 de março, o Prelado se estendeu sobre estes temas, discutindo o papel das mulheres no desenvolvimento humano. O Prelado elogiou o trabalho de numerosas mulheres –incluindo o da Dra. Carolyn Woo, presidente e chefe executiva do Catholic Relief Services; da Magalie Dresse, proprietária do Caribbean Craft Haiti; e da Irmã Norma Pimentel, diretora executiva do Catholic Charities of the Rio Grande Valley – junto com santas e beatas por seu papel em ajudar o desenvolvimento das pessoas.

O gênio feminino, disse Dom Aúza, está relacionado profundamente com a “solidariedade no cuidado dos vulneráveis e em criar um mundo melhor”. Os governos são os responsáveis por assegurarem uma sociedade justa e o respeito pelos direitos de todas as pessoas, “alguns membros de nossa família humana caem em dificuldades ou têm deficiências e outros fatores de risco que, inclusive sociedades justas e bem ordenadas, podem passar por cima ou prestar menos atenção”.

Em casos como estes, “necessitam-se pessoas que se interessem, que os tratem com o amor que corresponde com a plenitude de sua dignidade humana”, uma tarefa para a qual as mulheres estão singularmente sintonizadas, explicou.

Este cuidado das pessoas, continuou, teve um impacto profundo sobre o desenvolvimento e história humana. Toda a civilização, disse, “tem uma dívida impagável de gratidão às menos registradas ou inclusive desconhecidas contribuições de mulheres que formaram as civilizações, como o silencioso, mas constante fluxo das águas profundas que dão forma aos rios”.

O desenvolvimento humano começa, disse, “nas relações entre os seres humanos e na forma como os seres humanos cuidam uns dos outros”, um campo muito influenciado pelo gênio feminino das mulheres.

A humanidade pode “aprender dele e ajudar a que este gênio se expanda e assuma uma maior influência para o bem dos indivíduos e da sociedade de hoje, e para a melhora das pessoas e nações do amanhã”, assegurou.

Levy diz que Dilma nem sempre age da maneira mais fácil e eficaz

O ministro da Fazenda Joaquim Levy
(Eraldo Peres/AP)
Em evento fechado, ministro criticou diretamente a presidente. Declaração foi publicada pelo jornal 'Folha de S.Paulo'.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou em um evento fechado na última terça-feira que a presidente Dilma Rousseff, embora seja bem-intencionada, nem sempre faz as coisas da maneira mais simples e eficaz. O áudio da declaração foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo em sua página na internet.

"Acho que há um desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes, não da maneira mais fácil... Não da maneira mais efetiva, mas há um desejo genuíno", disse o ministro. A crítica foi feita em inglês a uma plateia em São Paulo formada por ex-alunos da escola de negócios da Universidade de Chicago, onde Levy se graduou Ph.D.

Em comunicado à imprensa, o ministro fez questão de sublinhar alguns "elementos" de sua fala. "Aqueles que têm a honra de encontrarem-se ministros sabem que a orientação política do governo é genuína, reconhecem que o cumprimento de seus deveres exigem ações difíceis, inclusive da Exma Sra. Presidente, Dilma Rousseff, e eles têm a humildade de reconhecer que nem todas as medidas tomadas têm a efetividade esperada".

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Ao final, Levy fez questão e enfatizar que esta não se tratava de uma nota oficial, mas uma "manifestação pessoal do ministro" depois de uma matéria que comenta a fala "em uma conversa informal" com membros do setor financeiro. No encontro, ainda de acordo com a nota, o objetivo foi o de transmitir os pontos principais do ajuste econômico perante a evolução da economia global e da exigência de crescimento do Brasil, "e a importância de executá-la rapidamente".

Mais cedo, Levy já havia mandado nota a alguns órgãos de imprensa lamentando a interpretação dada à frase. O documento, no entanto, teve de ser refeito pela assessoria a pedido do ministro e saiu já depois das 21 horas.

Há um mês, o ministro fez a avaliação de que a desoneração da folha de pagamentos, revista pelo governo, não foi uma medida para proteger ou criar empregos, como declarava o governo. Para Levy, foi uma medida "grosseira". No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff disse que o titular da Fazenda foi "infeliz" quando usou a expressão. (Com Estadão Conteúdo)

POLÍCIA FEDERAL DESMENTE DILMA E DENUNCIA INTERFERÊNCIA DO GOVERNO NAS INVESTIGAçõeS NO COMBATE A CORRUPção


Na entrevista que concedeu ao “Jornal Nacional”, na biblioteca do Palácio da Alvorada, a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, ao responder pergunta sobre o excesso de corrupção nas administrações do PT, disse que seu governo foi o que mais estruturou os mecanismos de combate à corrupção, citando a Polícia Federal como órgão que, segundo ela, teria elevado o combate às irregularidades e maus feitos. “A Polícia Federal, no meu governo e no do presidente Lula, ganhou imensa autonomia, para investigar, para descobrir, para prender”, disse a presidente ao responder questionamento do âncora William Bonner.

A afirmação da presidente/candidata sobre o investimento na Polícia Federal é desmentida tanto por uma pesquisa recente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) como em uma campanha salarial dos funcionários do órgão. A pesquisa divulgada realizada pela Fenapef aponta que a ingerência política e o enfraquecimento da Polícia Federal – por ação ou omissão dos governos do PT – são as principais causas do recuo nas investigações de impacto contra a corrupção. Coletada num universo de 1.732 servidores da PF, a pesquisa mostra que 89,37% afirmam que há controle político da instituição, 75,28% dizem ter presenciado ou ouvido algum relato de interferência político e – o mais alarmante – 94,34% acreditam que o enfraquecimento do órgão, proposital, é uma espécie de “castigo” pelo fato de investigações anteriores terem chegado a personagens que gravitam em torno do poder.

A mesma Fenapef divulgou propaganda com inserções de rádio e televisão em que critica o que eles chamam de boicote do governo federal aos cargos de agente, escrivão e papiloscopista da Polícia Federal. Vejam o que diz a campanha dos funcionários da PF: “Pedimos apoio da sociedade contra o sucateamento da Polícia Federal promovido pelo governo Dilma: o cenário de queda dos investimentos, congelamento salarial, assédio moral, interferência política, péssimas condições de trabalho e índices alarmantes de suicídios. Apesar do descaso do governo, continuaremos a lutar contra a corrupção e pela segurança da sociedade brasileira”. Não é, portanto, um cenário de estímulo à Polícia Federal, como afirmou Dilma na entrevista à TV Globo.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Máfia que desviava bilhões com fraudes em julgamentos tributários espõe "gestapo fiscal" contra contribuintes

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net 
Por Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Mensalão, Petrolão, Impostão - cada escândalo consegue superar o anterior em sofisticação e quantidade de bilhões em roubalheiras. Neste cenário de corrupção estrutural, onde a máquina estatal funciona como uma "gestapo" que extorque o cidadão-eleitor-contribuinte, alguém consegue ainda ficar surpreso quando a Polícia Federal lança a Operação Zelotes, a fim de desarticular uma organização suspeita de roubar R$ 19 bilhões dos cofres públicos, fraudando julgamentos de processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda?

Tal aberração é "normal" em um Brasil que^tem em vigor 92 impostos, taxas ou contribuições. O Estado Capimunista tupiniquim promove um confisco mensal através do “Imposto de Renda”. A tungada na fonte, sem defesa, sobre os salários ajuda a piorar a situação do bolso de quem sofre com o “aumento real do custo de vida” ou “perda do poder de compra”. O modelo inferniza a vida de quem precisa consumir, pagar as contas obrigatórias do mês ou quitar empréstimos a juros absurdos cobrados por bancos e cartões de crédito. Ferra até o governo - sem recurso previsto no orçamento até para o IBGE fazer a contagem da população brasileira...

A tributação média sobre o consumo chega a 49%. Vale para pobres ou para ricos. Produzir, sem a tentação de sonegar, é quase impossível. Somos penalizados por seis terríveis impostos sobre bens e serviços: IPI, Cofins, PIS, Cide, ISS e ICMs. Lucrar no Brasil é considerado um pecado mortal para o empresário. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre Lucro Líquido confiscam a lucratividade. Quem trabalha e produz é penalizado e perseguido pelo Estado. No jogo de extorsão, as máfias se reproduzem - como a que foi pega agora, que atuava desde 2005, só foi investigada a partir de 2013 e começa a ser enquadrada pelo Ministério Público neste 2015 pródigo em escândalos.

Por isso é urgente rever o sistema tributário. A ideia do “Imposto Justo”, cobrado de uma única vez, de forma transparente, visível na nota fiscal, é a mais viável. A maioria dos demais impostos pode ser abolida se a máquina pública gastar, desperdiçar e roubar menos. Nos últimos 25 anos, desde a Constituição de 88, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) foram criadas 155.954 normas federais na área tributária.

Não é à toa que a massa, aos milhões sai às ruas para protestar. A maioria não aguenta mais impostos elevados, juros altíssimos, custo de vida subindo, violência saindo do controle, governo ineficiente, perdulário e comandado por uma classe política corrupta, mentirosa, desqualificada e humanamente nojenta. A Lava Jato, acaba virando peixe-pequeno. Nela, os corruptos teriam desviado uns R$ 2,1 bilhões da Petrobras. Agora se fala em desvios de R$ 19 bilhões. A PF conseguiu identificar que em algumas negociações os corruptos recebiam entre 1% e 10% das multas que teriam que ser pagas pelos contribuintes. Os investigados responderão pelos crimes de advocacia administrativa fazendária, tráfico de influência, corrupção passiva e ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O problema é que, se não houver uma profunda mudança no modelo estatal e no sistema tributário no Brasil, a Operação Zelotes será mais uma a enxugar gelo - como tantas outras em que os ladrões se locupletam e terminam impunes. A nova política de tributos precisa vir acompanhada de um sistema que torne pública e transparente, via internet, a execução do orçamento e da contabilidade pública. A pressão direta e constante do cidadão-eleitor-contribuinte é a única saída para que ocorra uma efetiva fiscalização sobre o gasto e investimento público, evitando desperdícios.

Atualmente, o setor público brasileiro é uma caixa preta. Escancará-la é fundamental. Sem isso, fica impossível destinar mais recursos para Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura e etc. O dinheiro aplicado vai para o lixo! Ou melhor, ruma direta ou indiretamente para as contas dos ladrões tupiniquins, que o lavam, aqui e no exterior. A grana vai e volta, na forma de "negócios" e pretensos “investimentos estrangeiros diretos”. Aplica-se na bolsa, na fusão e aquisição de empresas, na compra de imóveis ou em outros "empreendimento" e formas de lavar dinheiro, de forma aparentemente legalizada ou flagrantemente criminosa.

Junto com a reforma tributária, o Brasil precisa resolver alguns problemas prioritários: acabar com a reeleição; tornar o voto facultativo (e não obrigatório); permitir a auditoria e recontagem do voto, impresso, no sistema eletrônico; aceitar candidaturas avulsas para cargos majoritários, independentemente dos partidos; abolir o imposto sindical, tornando livre a contribuição associativa; acabar com a “profissão” de político, reduzindo ao mínimo a remuneração do representante legislativo.

Se a multidão não cobrar nas ruas por tais mudanças, de forma estruturada, focada e objetiva, tudo continuará como dantes no País corrupto do Abrantes... Se não houver pressão, Dilma permanecerá no poder, refém de tudo e de todos, feito uma "marioneta", alegando: "A corrupção é uma senhora idosa e não poupa ninguém. Pode estar em todo lugar, inclusive no setor privado"... E a gente vai ter que concordar com ela...