segunda-feira, 30 de abril de 2018

De onde vem a grana?
PF FARÁ PERÍCIA FINANCEIRA E PATRIMONIAL DOS FILHOS DE LULA

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A PF determinou que se faça perícias financeiras nas documentações fiscais e bancárias dos filhos do ex-presidente Lula

Fábio Luis e Claúdio Luis e Fernando Bittar e Jonas Suassuna (sócios dos filhos) são os alvos das investigações Bittar e Suassuna são os ‘donos’ do sítio de Atibaia (SP). A Operação Lava-Jato tenta provar que o verdadeiro dono do imóvel é o ex-presidente petista. As perícias irão verificar se há compatibilidade na movimentação financeira com os rendimentos declarados dos investigados.

Também será feito um cruzamento das evoluções patrimoniais com os rendimentos declarados dos filhos de Lula […] um deles é praticamente um “Bill Gates” brasileiro … começou recolhendo esterco em um zoológico e virou um empresário milionário.

Eita menino inteligente!

sábado, 28 de abril de 2018

Em painel de especialistas, a Igreja é chamada a combater a ideologia de gênero


Cinco líderes cristãos denunciam o marxismo cultural como um perigo imediato
por Jarbas Aragão

Igreja é chamada a combater a ideologia de gênero Durante a conferência Parlamento e Fé, realizada em Gramado (RS) neste final de semana, um painel de especialista avaliou como a agenda globalista, que inclui a ideologia de gênero, a defesa do aborto e o casamento gay está se firmando na América Latina como “verdades incontestáveis”.

Os líderes cristãos Gabriella Ortiz (Equador), Pablo Novosak (Paraguai), Ana Valoy (Argentina), Marcelo Diaz (Argentina) e Walter de Paula (Brasil) discorreram sobre a imposição dessas pautas foram disseminados em seus respectivos países.

Segundo os estudiosos, tudo começou de maneira sutil, como parte de um “processo ideológico”, que questionava os conceitos sedimentados nas sociedades baseadas em valores judaico-cristãos. Num esforço claramente organizado, em pouco mais de três décadas, a partir de ideias de “diversidade” disseminadas nas Organização das Nações Unidas, essas ideias estão amplamente difundidas em todo o continente.

A reconceituação do que seria o sexo (agora visto como gênero), foi seguida de uma tentativa de “eliminar as desigualdades”, numa desconstrução da ideia de casamento bíblico, onde o feminismo abre uma “guerra dos sexos”, onde o inimigo final é o conceito bíblico de que existe uma complementação entre homem e mulher.

Foi proclamado esse fim do patriarcado, entendido como governo do homem, tendo como um de seus objetivos a promoção do fim das diferenças entre homem e mulher, na eliminação das características dadas a cada um por Deus na criação.

O uso amplo do termo “discurso de ódio” passou a ser um rótulo para todos os que pensam diferente ou se opõe a “essa nova ordem mundial”. Isso atingiu de várias formas a igreja, que não estava preparada para o embate no campo político e ideológico, sendo “engolida” pelo marxismo cultural.

Admitindo que a reação eclesiástica foi tardia, Marcelo Diaz pontuou que surgiram várias iniciativas no continente. “Despertamos muito tarde para as consequências do fracasso do marxismo como ideologia econômica, mas que sobrevive sob a forma do marxismo cultural que prega a destruição de família e da vida, conforme defendia o antigo Manifesto Comunista”, avaliou.

Entre as iniciativas, destacou-se o “Congresso Ibero-americano pela Vida e pela Família”, realizado em fevereiro de 2017 no México. Na ocasião, cerca de 300 líderes latinos, incluindo pastores, políticos e educadores, foram convocados a estabelecer localmente “grupos de capacitação e de consulta”, incluindo atuação no campo político “em favor da vida e da família”.

Macelo Diaz (AR) e Walter de Paula (BR)
[Fotos: Claudia Werhli da Silva]
 O advogado brasileiro Walter de Paula foi enfático: “Com o mesmo argumento inicialmente inofensivo do respeito à ‘diversidade’ ganharam espaço temas como Ideologia de Gênero, aborto, restrição da liberdade de consciência, limitação da liberdade de expressão, restrição de liberdade religiosa, doutrinação político-ideológica nas escolas, erotização precoce, destruição da família, promoção da violência, banalização da vida, manipulação de minorias, ecoditadura, criminalização da atividade missionária, política anti-Israel e neutralidade religiosa”.

Ainda segundo ele, “são várias as artimanhas legislativas que visam implantar a ideologia de gênero através do Plano Nacional de Educação em níveis federal, estadual e municipal, PL 122, base nacional comum curricular. Felizmente, tudo caiu com a atuação dos evangélicos e dos católicos em Brasília, mas o STF tem sido o novo ambiente de esquerdização, desprezando a atividade parlamentar e implantando uma severa ditadura que nos afeta gravemente a todos nós”.

A opinião unânime dos painelistas é que a igreja não possui ainda uma “resposta bíblica” para muitas dessas questões, que são geralmente vistas como problemas “do mundo”, ainda que afetem diretamente a sociedade como um todo, especialmente para as novas gerações que vem sendo bombardeadas por esses ideais nas escolas.

Gabriella Ortiz destacou que se faz cada vez mais necessário o debate sobre a influência das agendas globalistas no âmbito da igreja, sendo urgente uma “resposta pastoral” e a produção de literatura teológica e bíblica sobre essas novas realidades do mundo que “jaz no maligno”, mas que continua “amado por Deus”.

O encontro em Gramado continua até domingo (29). O portal Gospel Prime está realizando a cobertura exclusiva.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Vaqueiro barroquense fala sobre os desafios da profissão

Cláudio Lima de Santana - Foto Rubenilson Nogueira

Vaqueiro desde os 12 anos de idade, Cláudio Santana fala sobre os desafios da profissão

Por Rubenilson Nogueira - Encorado e pronto para a labuta do dia a dia, também protegido pelos paramentos de couro, estava o seu cavalo. Próximo a eles, dois cachorros um preto e um branco, companheiros de trabalho, atentos a toda movimentação. Foi nesse contexto que conversamos nesta terça-feira (24), com o Vaqueiro Cláudio Lima Santana, 33 anos, um exemplo de dedicação pela profissão que remunera pouco, mas é exercida com muito amor.

O nosso encontro aconteceu numa casa de rações. Certamente ele dialogava com amigos sobre a lida no campo. Questionado sobre a possibilidade de falar sobre a profissão de Vaqueiro, Cláudio topou e logo nos contou que começou a trabalhar quando tinha 12 anos de idade: "Comecei acompanhando seu Zé Luiz de Miné, Miraldo Vaqueiro e outros, já tenho 21 anos de profissão" revelou.

Segundo o vaqueiro, essa é uma carreira que costuma ser passada de pai para filho. Para sua felicidade, o seu pequeno Manoel de 8 anos, já demostra gosto pela lida com o gado: "Os filhos seguem os pais, Manoel já sai comigo e vai sozinho em outro cavalo", revelou animado o homem que fala com semblante sério, sempre centrado: "Quando vou pegar gado na caatinga, ele vai junto comigo", acrescentou sem esconder o orgulho do filho.

Cláudio montado no cavalo ao lado de seus dois cachorros - Foto Rubenilson Nogueira
 Na atualidade, é comum encontrarmos na roça, homens com trajes de vaqueiros conduzindo boiadas pilotando motocicletas, questionamos ao barroquense sobre essa troca, do cavalo pela moto, ele confirmou existir, mas logo alertou: "É verdade, os vaqueiros de hoje se for olhar tá usando mais a moto que o cavalo, tem muita coisa que dá pra resolver de moto mesmo. Pode até usar pra prender uma vaca na roça, até aí vai, agora na caatinga ela não entra" alertou.

Questionado se a profissão do vaqueiro está ameaçada, Cláudio respondeu com firmeza que não, mas acha que o uso da moto prejudica a tradição: "É coisa nova, acho que prejudica um pouca a tradição. Mas enquanto tiver gado, e fazenda, tem a profissão do Vaqueiro".

Busquei saber um pouco mais sobre o seu trabalho, especificamente a respeito da condução dos animais nas estradas, quando e onde é mais arriscado a tarefa. Ele sem demora respondeu: "Quando estamos chegando próximo a cidade, pois tem que ter muito cuidado, tem os carros, as pessoas, a atenção precisa ser bem maior".

Perguntei se era comum deixar o boi fujão no mato para ir buscar no dia seguinte, com a firmeza de um homem de coragem, Cláudio prontamente respondeu: "Acontece de deixarmos só quando são muitos perdidos, em quantidade, mas quando é um só, nunca aconteceu de deixar no mato não".

Lembro dos bois encaretados, no passado era maior correria quando alguém dizia, "vem um boi encaretado aí". Os animais encaretados eram aqueles que por ter dado muito trabalho, recebia na cara, a careta, assim não tinha visão de onde estava, dificultado a fuga, logo seguia mais devagar, mas ocorria de mesmo assim, quebrar uma cerca e se embrenhar na caatinga. O Cláudio explicou que hoje em dia quase não se usa mais a tal careta: "Quando não quer andar, temos que amarrar e levar no carro. Hoje a gente só usa careta dentro da caatinga mesmo, pois na estrada é complicado. O movimento de veículos hoje em dia é bem maior, aí complica" pontuou.
Foto Rubenilson Nogueira
Já no finalzinho da conversa, questionei: Você está feliz com a profissão? "Eu gosto do que faço, e não mudaria de profissão, não me arrependo de ter escolhido ser vaqueiro". Gosta tanto que não será contra, se o filho quiser seguir na mesma profissão? insisti: "Se ele quiser, eu apoio, mas acho que é uma profissão sofrida, porque ganhamos pouco, mas estamos fazendo o que gostamos de fazer", destacou. Você é um vaqueiro experiente: Quis saber: "Eu acho que tenho experiência no serviço que faço" afirmou o jovem vaqueiro barroquense que se dedica à profissão que aprendeu ainda quando criança.

Qual é a diversão desses homens, o lazer de um vaqueiro que trabalha tanto e está sempre em risco: "O meu lazer é pegar de gado no mato, é o que eu faço nos finais de semana" ,revelou. Pois é assim, quase trabalhando, que os vaqueiros querem passar as horas de folga entre amigos.

Não poderia encerrar a conversa sem perguntar sobre o companheiro do dia dia, o cavalo, eu quis saber o nome do animal que, sem precisar ser amarrado, esperava o vaqueiro do lado de fora do estabelecimento comercial: "Eu tenho vários cavalos, mas tem um que a gente confia mais que os outros, o nome do meu cavalo é meio diferente, ele é conhecido como, Cama de Vara" contou explicando que o nome foi dado por outros vaqueiros.

Essa foi a conversa que tive com um jovem vaqueiro de 33 anos, que ama o que faz e apesar das dificuldades, e muitas vezes da falta de reconhecimento, mesmo assim não reclama da vida, segue feliz e satisfeito por fazer o que gosta. Uma simples, mas justa homenagem a todos os vaqueiros deste imenso sertão nordestino, em especial aos barroquenses.

@ Nossa Voz   - Por Rubenilson Nogueira

Publicada por Rubenilson

O bom tempo chegou ao município de Barrocas e região

Foto: Kauã Sherman
Tem sapo cantando em voltas dos tanques e lagoas, agricultores preparando a terra para plantar, a cidade ganhou maior movimento, o povo está mais feliz. É a chuva que chegou ao município de Barrocas, localizado a cerca de 190 km da capital do Estado da Bahia.

Desde a semana do que antecedeu o aniversário de sua emancipação política, comemorado em março, que Barrocas está sendo agraciada pela chuva, mas agora nos últimos dia de abril foi que o frio e logo a chuva forte anunciaram o bom tempo.

Choveu forte no início da noite da terça-feira (24), tanto na sede como em vários povoados. Exemplo de Alambique, Alto Alegre e Rosário, Cedro, Terra Nova e Boa União, Santa Rosa, Lagoa Redonda e Ouricuri, mas teve chuva também na divisa, região de Ladeira, Toco Preto entre outros. No Curralinho não foi diferente, e hoje voltou a chover. Os moradores enviaram fotos que mostram a força da chuva por lá.
Região do Povoado de Curralinho 
Tudo indica que este ano teremos milho assado na fogueira, milho da terra, coisa que há algum tempo não acontecia, assim, o São João vai ser danado de bom.

Sobre o frio, o clima atual fez os barroquenses retirarem do armário os agasalhos, as sobrinhas e os guardas chuvas que estavam guardados à algum tempo.

@ Nossa Voz - Por Rubenilson 

Publicada por Rubenilson

Jornalista chama Gleisi Hoffmann de "vagabunda"



JORNALISTA CHAMA GLEISI HOFFMANN DE "VAGABUNDA"

https://www.youtube.com/watch?v=B8S4hghmtLk

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Lula é desmascarado pela ONU.
Estudo comprova uma década e meia de mentiras do PT


O ex-presidente Lula e os representantes do PT foram desmentidos por um dos mais profundos estudos sobre a pobreza no Brasil entre os anos de 2010 e 2014. Os indicadores apontam que durante os governos do PT de Lula e Dilma, nada se avançou no combate a desigualdade social no país ao longo de toda a era PT. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 22.

O Radar IDHM, índice que compara as tendências de crescimento dos indicadores sociais na década de 2000 a 2010 e no período de 2011 a 2014. O estudo comprova que o Brasil perdeu a batalha para redução da desigualdade nos primeiros quatro anos desta década. Estudo feito pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro.

A conclusão foi a de que o Brasil não conseguiu, em 14 anos, diminuir o fosso entre ricos e pobres. O estudo comprova que o discurso de Lula e dos integrantes do PT é meramente uma peça de marketing, enquanto os mais pobres continuam a sentir na pele o drama da pobreza e da desigualdade social.

Se comparado a outros países como México, Chile e Colômbia, a conclusão é a de que o povo brasileiro regrediu nas conquistas econômicas e sociais entre o período e que os avanços foram maiores no estudo anterior aos governos do PT.

Outro aspecto que chama a atenção é que o estudo foi realizado durante o período de maior prosperidade dos governos petistas. Os danos na economia causados pela corrupção na Petrobras começaram a ser sentidos justamente após o ano de 2014, o último avaliado na pesquisa. De lá para cá, mais de 12 milhões de brasileiros ficaram sem emprego, o que significa que o fosso que separa os pobres dos ricos aumentou, enquanto a renda das famílias diminuiu ainda mais.

Entre 2000 e 2010, anos dos dois mandatos de Lula, o Índice de Gini, que mede o nível de desigualdade, aponta que o Brasil teve uma redução da pobreza de 0,6% de 2000 a 2010, mesma proporção identificada para o período de 2011 a 2014. O valor foi considerado inexpressivo pelos especialistas, considerando que mesmo países em guerra tiveram evolução bem maior.

As políticas de transferência de renda e de valorização do salário mínimo alegadas por Lula e Dilma não foram suficientes para mudar de forma significativa a distância dos mais pobres para os mais ricos. As projeções mostram que a desigualdade no Brasil é tão intensa que, mesmo quando a renda do pobre cresce o dobro em relação ao crescimento dos rendimentos dos mais ricos, o impacto na desigualdade ainda não é imediato.

“A desigualdade continua sendo um desafio para o Brasil. A gente consegue aliviar a pobreza, tirar as pessoas da situação de extrema pobreza, mas as pessoas que ganham mais continuam ganhando mais ainda. Então, o fosso da desigualdade continua numa tendência bastante estável”, explica Andréa Bolzon, coordenadora do relatório de Desenvolvimento Humano Nacional do Pnud no Brasil.

O estudo não traz detalhes sobre as causas das mudanças nos indicadores sociais, mas para o Pnud, a desigualdade leva em consideração não somente a diferença de renda, mas também disparidades territoriais, de gênero e raça.

Tanto Radar IDHM como o IDHM são compostos por três indicadores de desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda. O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. São cinco classificações: muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto.

Outra mentira de Lula e do PT. Autores do trabalho mostraram-se especialmente preocupados com o desempenho na área da educação. "Esse é o grande gargalo", constata Andrea. O documento chama a atenção, por exemplo, para a estagnação no porcentual de pessoas com 18 anos ou mais que apresentem ensino fundamental completo. Em 2011, representavam 60,1% do total. Em 2014, eram 61,8%.

De acordo com os estudos, os avanços sociais obtidos pelos mais pobres durante a era PT foram inferiores aos observados no país durante as décadas de 60, 70, 80 e 90. Já para os mais ricos, as administrações petistas foram bastante positivas. Especialmente para os bancos, empreiteiras.

PELO MENOS 15 DOS 20 POLÍTICOS COTADOS PARA DISPUTAR A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA EM OUTUBRO SÃO ALVO DE MAIS DE 160 PROCESSOS E INQUÉRITOS JUDICIAIS


Noticias Brasil…

Pelo menos 15 dos 20 políticos cotados para disputar a Presidência da República em outubro são alvo de mais de 160 casos em tribunais do país inteiro. De Lava Jato a barbeiragem no trânsito, há investigados, denunciados, réus, condenados e um preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas eleitorais.

Levantamento feito pela Folha nos tribunais superiores, federais e estaduais mostra que a Lava Jato e suas derivações, além de outras investigações de desvio, são pedras no sapato de ao menos oito presidenciáveis.

NA LAVA JATO – Esse pelotão é liderado por Lula, condenado a 12 anos e um mês; o presidente Michel Temer (MDB), alvo de duas denúncias e de duas investigações em andamento; o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC), réu na Lava Jato e alvo de outros quatro inquéritos, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), investigado em dois inquéritos na maior operação de combate à corrupção da história do país.

Com exceção de Lula, que tem até 31% das intenções de voto, Temer, Collor e Maia não ultrapassam 2%, segundo o Datafolha. A condenação e prisão praticamente inviabilizaram a candidatura de Lula, mas o PT afirma que fará o registro do ex-presidente na disputa. Nos bastidores, no entanto, são cogitados para substituí-lo o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner.

Sobre Haddad, há uma investigação aberta por suposto caixa dois, em decorrência da delação do empresário Ricardo Pessoa, da UTC. Em relação a Wagner, ele foi alvo recentemente da Operação Cartão Vermelho (que apura suspeita de propina na reforma da Arena Fonte Nova). Outros dois outros casos foram enviados para o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato no Paraná.

ALCKMIN – O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) teve seu caso enviado para a Justiça Eleitoral, o que o tirou da mira imediata da Lava Jato.

Nesta sexta (20), o Ministério Público de São Paulo afirmou que também irá investigar se o tucano cometeu improbidade administrativa no episódio, que é a suspeita de recebimento caixa dois de mais de R$ 10 milhões. Delatores da Odebrecht afirmam ter direcionado o dinheiro à campanha do tucano ao governo paulista em 2010 e 2014.

Tanto Alckmin quanto Haddad são alvos também de ações por questões administrativas, motivadas pela passagem de ambos pelo comando do Executivo paulista e paulistano. O ex-prefeito, por exemplo, responde a ação do Ministério Público por suposta falta de planejamento na construção de ciclovias. O tucano é alvo, entre outras, de ações da bancada do PT sob o argumento de ilegalidades em licitações e outras ações de governo.

PAULO RABELLO – Outro investigado é o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro (PSC). Como representante de uma empresa de qualificação de risco, ele foi alvo de quebra de sigilo bancário e fiscal e depôs em investigação sobre possíveis fraudes em investimentos do fundo de pensão dos Correios, em fevereiro.

Um segundo grupo de presidenciáveis responde por declarações que podem ser consideradas crime. É puxado por Jair Bolsonaro (PSL), um dos líderes na corrida ao Planalto na ausência de Lula (17%). O deputado responde a duas ações penais no STF sob acusação de injúria e incitação ao estupro, além de uma denúncia por racismo por palestra em que criticou quilombolas — na área cível, Bolsonaro foi condenado nesse último caso, em primeira instância, a pagamento de indenização de R$ 50 mil. Ele recorreu.

ESTUPRO – As acusações de incitação ao estupro são motivadas por um bate-boca em 2014 com a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Bolsonaro disse, na ocasião, que não a estupraria porque ela não merece.

“O emprego do vocábulo ‘merece’ (…) teve por fim conferir a este gravíssimo delito, que é o estupro, o atributo de um prêmio, um favor, uma benesse à mulher, revelando interpretação de que o homem estaria em posição de avaliar qual mulher ‘poderia’ ou ‘mereceria’ ser estuprada”, diz parte do acórdão da 1ª turma do Supremo ao acolher em 2016 a denúncia.

Ciro Gomes (PDT) é o campeão, em volume, de casos na Justiça. Ele acumula mais de 70 processos de indenização ou crimes contra a honra, movidos por adversários. Temer, chamado de integrante do “lado quadrilha do PMDB”, é um deles. Ciro foi condenado em primeira instância e recorreu.

MAIS PROCESSOS – Outros adversários que o processam são Bolsonaro (chamado de “moralista de goela”), os tucanos José Serra (“candidato de grandes negócios e negociatas”) e João Doria (“farsante”), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (“pinotralha, uma mistura de Pinóquio com Irmão Metralha”). O pedetista tem 9% das intenções de voto.

O ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa (PSB), que chega a 10% das intenções de voto, foi condenado por danos morais por ter dito que um jornalista “chafurdava” no lixo. Cabe recurso.

A Folha localizou ainda casos como o de Guilherme Boulos (PSOL). Além de processos relacionados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, do qual é líder, ele teria batido em setembro na traseira de uma moto, arremessando-a contra a traseira de outro carro, segundo o boletim de ocorrência.

EM SIGILO – O número de investigações e processos pode ser maior porque o levantamento não inclui ações em segredo de Justiça, processos trabalhistas e eventuais ações movidas na Justiça de primeira instância de estados que não são os de origem ou atuação política do presidenciável. Há também tribunais que dificultam o acesso público.

Guilherme Afif (PSD) disse que só respondeu a duas ações na área cível, sendo uma extinta. A outra, de propaganda política irregular, está na “fase de apuração do valor a ser ressarcido por oito requeridos.” Aldo Rebelo (SD) foi processado pelo ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, que tentou censurar um livro sobre CPI que envolveu a entidade. O STJ revogou em 2017 a censura que fora acolhida.

OUTROS CASOS – Alvaro Dias (Podemos) figura em antiga ação de execução do INSS. Sua assessoria jurídica disse que as peças do processo não estão disponíveis. E a Folha encontrou no nome de Henrique Meirelles (MDB) dois casos. Sua assessoria afirmou que se referem a cobrança de indenização por evento que ele não compareceu, mas que o ex-ministro ganhou as causas. A assessoria não respondeu se há outras ações.

Marina Silva (Rede) e João Amoêdo (Novo) afirmaram que não respondem a processos.