terça-feira, 14 de abril de 2015

"Aécio vai convidar líderes dos protestos para conversa, diz tucano"


O presidente do PSDB de Minas, deputado Marcus Pestana, disse nesta segunda-feira, 13, que presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, vai convidar nos próximos dias os movimentos que lideram as manifestações contra o governo Dilma para uma conversa. "É para entender. 'Vem pra Rua, qual sua visão do Brasil? Movimento Brasil Livre, o que você quer da gente? Como está vendo o futuro do Brasil?'", explica o deputado.

Segundo o relato do deputado mineiro, pela característica difusa dos movimentos, Aécio tentará uma aproximação cautelosa. Pestana lembrou que alguns dos movimentos não querem a participação de partidos e de políticos. "Como você vai tomar café na casa de alguém que não te convidou?", questiona o deputado antes de completar: "O passo que temos que dar agora, as oposições, é um diálogo com esses movimentos para clarear isso. Nos querem lá?", disse.

Lula pode ser preso se Pedro Corrêa falar

Pedro Henry, Lula, José Dirceu e Pedro Corrêa,
o homem que “sabe de muita coisa”
“Ele sabe de muita coisa, inclusive como foi a nomeação de Paulo Roberto Costa [para a diretoria da Petrobras] junto ao [ex-presidente] Lula.”

A frase é de Clóvis Corrêa Filho, advogado de seu primo Pedro Corrêa (PP), que teve mandado de prisão expedido na 11ª etapa da Operação Lava Jato e, na verdade, já está preso numa penitenciária no agreste pernambucano onde cumpre pena de sete anos após condenação na ação penal do mensalão. Sim: aquele do qual Lula era o maior beneficiário.

Clóvis disse à Folha:

“Não tem como fugir da Justiça, as provas são contundentes. Defendo que ele faça a delação premiada para contribuir com o aperfeiçoamento do processo democrático”.

É uma ótima ideia.

Em outubro de 2014, o doleiro Alberto Youssef, operador do PP no esquema de corrupção da Petrobras, disse a Sérgio Moro que Lula cedeu à pressão para nomear Costa:

“Eu tenho conhecimento que, para que Paulo Roberto Costa assumisse a cadeira de diretor da Diretoria de Abastecimento, esses agentes políticos trancaram a pauta no Congresso durante 90 dias. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou louco, teve que ceder e realmente empossar o Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento”.

Pedro Corrêa pode esclarecer quais foram as exigências e o papel de Lula nessa história.

O petista já deve estar louco com o risco de ser preso.

Bolsa Família escraviza, CONSISAL liberta


O CONSISAL não para de elaborar projetos e colocar em praticas suas ações no Território do Sisal.

O Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território do Sisal (CONSISAL) continua elaborando projetos e desenvolvendo ações nos municípios consorciados ao mesmo.
Sendo assim, eu Sirleide Damião cidadã Barroquensse especificamente moradora da comunidade de Minação estou atuando mais uma vez no CONSISAL como instrutora dos cursos do projeto da 2ª Água, Novas Tecnologias para Convivência com o Semiárido. O projeto que objetiva utilizar a água da chuva na implementação de estruturas voltadas a produção de alimentos e geração de renda para agricultores familiares, onde ministro curso na aria de cooperativismo, associativismo e empreendedorismo para as famílias contempladas com o kit 1.


O projeto 2ª Água, tem como meta construir até dezembro de 2015, nas 18 cidades consorciadas ao CONSISAL, 1.000 cisternas, 1.000 barreiros familiares, 50 barreiros de grande porte, implantar 1.000 aviários e 2 mil hortas. Vale ressaltar que, para tal programa, são três Kits cada um com mil unidades onde irão ser contempladas 3 mil famílias no território do sisal, sendo que para nosso município de Barrocas serão 30 para cada kit. Com isso, os mesmos vêm distribuídos da seguinte forma: Kit 1 (Galinheiro + cisterna + horta + banco de forragem + limpeza 15 horas; kit 2 (Horta+ barreiro 30 horas) kit 3 (50 barreiros comunitários de 700 horas, beneficiando 20 famílias cada.

Portanto, já com uma demanda de cursos ministrados nas cidades de Valente, São Domingo e Retirolândia e com agenda já marcada para ministrar curso em Barrocas nos dias 17 e 18 de abril com a primeira turma e nos dias 23 e 24 do mês e ano em curso, com a segunda turma dos agricultores das comunidades de Barrocas no qual foram contemplados.

Por Sirleide Damião - 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dilma se irrita com gravação de membro do governo avisando que "ela está sangrando e tem de renunciar"



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

"A senhora presidente Dilma Rousseff está sangrando. É uma questão de tempo para que se dêem conta de que ela tem de renunciar. Temos de esperar o momento certo. Esta é uma decisão exclusivamente dela. Não é decisão nossa. Ela vê que praticamente um milhão de pessoas foram às ruas... Fora as pessoas que estão em casa descontentes com as medidas que foram aplicadas sem ter um conhecimento. Ela agora está sangrando..."


A reação do desgoverno foi sintomática. Basta interpretar, claramente, o que disse ontem ao jornal O Globo um ministro da coordenação política da Presidenta Terceirizada Dilma Rousseff - que preferiu se esconder no conveniente anonimato crítico: " Há uma crise de funcionamento do Estado. A presidente é a mais atingida porque é a personagem política central. Mas por que a oposição não pode ir para a rua discursar? Há uma insatisfação geral com a classe política desde as manifestações de 2013".

O próprio texto meio pró-governista da reportagem de O Globo confirma que a administração federal está alarmada: "Apesar de aliviados com o número menor de manifestantes nas ruas na manhã deste domingo em comparação com os protestos ocorridos no mês passado, integrantes do governo Dilma Rousseff afirmam que não há motivo para comemoração. O Palácio do Planalto se mostra mais apreensivo com o movimento em São Paulo, que reuniu, em 15 de março, um milhão de pessoas na Avenida Paulista, de acordo com a Polícia Militar".
A mídia amestrada pelas verbas oficiais fez de tudo para não divulgar o evento. Na cobertura, também tratou de reduzir seu impacto. Não há dúvidas de que vigorou aquele velho pacto editorial com a máquina de publicidade federal: "Vocês aliviam na cobertura, as verbas continuam a entrar nos seus cofrinhos". Novamente, o Instituto Datafolha teve a coragem de afirmar que apenas 100 mil compareceram à Avenida Paulista. O número é tão distante da contagem da PM (275 mil) e da própria avaliação dos diversos movimentos presentes (600 a 800 mil pessoas). Repito por 13 x 13: A ida espontânea para as ruas, sem manipulação de grupelhos ideológicos tradicionais que aparelham a máquina estatal, é uma novidade positiva no Brasil Capimunista da Impunidade e da Incompetência. As pessoas mostram que são capazes de retomar, por elas e para elas, o protagonismo da ação Política. O cidadão é quem diz o que fazer. Não aqueles que o voto dele elege, na base da fraude ou não. Eles se intitulam "políticos profissionais", embora ajam como amadores - armadores e ladrões dos cofres públicos.

Essa retomada da ação política em importância capital. A pressão popular começa a agir como uma espécie de "poder moderador" contra aqueles que usurpam o poder estatal. Essa visão verdadeiramente democrática, que busca uma segurança do direito através da ação efetiva da cidadania, é extremamente salvadora neste momento de impasse institucional, quase beirando à ruptura, quando os três poderes, apodrecidos em sua lógica de atuação, batem cabeça.

Na Avenida Paulista, não teve preço ouvir a massa repetir o coro: "Lula, cadê você! O Sérgio Moro quer te prender!". Tudo indica que, em breve, o desejo popular pode se transformar em realidade... É só o Judiciário querer, e o amanhã assim será...

O sucesso cidadão do dia 12 de abril é inegável. O resto é esperar pela saída da Dilma - que tem tudo a temer, já que "está sangrando" - conforme proclamou o integrante de seu desgoverno que finge cumprir a missão política de salvá-la do cadafalso da História...

Auditoria do TCU conclui que Correios foram usados contra Aécio e a favor de Dilma na campanha eleitoral. Caso irá para o TSE.

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que os Correios distribuíram em São Paulo, de forma irregular, 4,8 milhões de panfletos da presidente Dilma Rousseff na campanha eleitoral do ano passado.

A reportagem é do jornal O Estado de S. Paulo desta tarde. Leia tudo:

Relatório de auditoria da corte diz que a estatal, controlada politicamente pelo PT, descumpriu suas próprias normas e não poderia ter remetido propaganda da então candidata à reeleição sem chancela ou comprovante de postagem. A estampa serve para atestar que a quantidade de material enviado corresponde ao que foi contratado e pago. A fiscalização do TCU foi feita nas duas diretorias regionais de São Paulo em outubro do ano passado, após o Estado revelar o caso na reta final do 1.º turno. Conforme o relatório, não há previsão nas normas dos Correios para que material de campanha seja despachado sem a chancela.

Ao avaliar documentos e procedimentos dos Correios, os auditores também concluíram que não foi possível aferir se a quantidade de folders distribuída correspondeu ao que foi contratado pelo PT. Segundo os Correios, também houve remessa de material nas mesmas condições para outros candidatos, mas em volume muito inferior. Até 19 de setembro, data em que o Estado publicou reportagem sobre o caso, a Diretoria Metropolitana dos Correios em São Paulo deu duas autorizações para a emissão sem chancela. Numa, liberou a campanha de Dilma para despachar os 4,8 milhões de panfletos. Em outra, permitiu o envio de 339,4 mil peças do candidato a deputado federal Paulo Frange (PTB).


CNBB inicia Assembleia Geral nesta quarta; entenda a reunião

A partir desta quarta-feira, 15, até o próximo dia 24, será realizada em Aparecida (SP) a 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento aborda assuntos pastorais e questões que envolvem a vida das pessoas e da sociedade brasileira, na perspectiva da evangelização.

A Assembleia reúne todos os membros da Conferência, ou seja, todos os bispos que estão na ativa, tanto titular como auxiliares. Podem ser convidados os bispos eméritos e bispos não-membros da entidade, de qualquer rito, mas em comunhão com a Santa Sé com residência no Brasil.

A primeira Assembleia Geral foi realizada de 17 a 20 de agosto de 1953, em Belém (PA). O encontro teve a presença de vinte arcebispos do Brasil e ocorreu simultaneamente ao VI Congresso Eucarístico Nacional. A partir de 1967, a Assembleia passou a ser realizada anualmente.

Assembleia eletiva

A eleição da presidência da CNBB acontece a cada quatro anos. A última foi em 2011, de forma que esta Assembleia de 2015 será eletiva.

Em separadas votações, são escolhidos o presidente, o vice-presidente, o secretário-geral da Conferência e também os presidentes das Comissões Episcopais de Pastorais. A posse dos novos eleitos acontece antes do término do evento.

Em entrevista para o CN Notícias, o atual presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno – que esteve no cargo de 2004 a 2008 e agora de 2011 a 2015 -, disse que, além da eleição, a 53º edição da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil também será importante porque atualizará as diretrizes para os próximos quatro anos.

“Além da eleição, ela (Assembleia) também é importante porque nós vamos atualizar as atuais diretrizes para os próximos quatro anos. São as diretrizes que orientam o trabalho do secretariado-geral da CNBB, sua programação e também vai inspirar os planos de pastoral das dioceses ou das paróquias.”

Tema central

Dom Damasceno, que é arcebispo de Aparecida (SP) afirma que, devido às eleições, esta Assembleia terá apenas um tema central: as diretrizes.

“É apenas uma atualização das atuais diretrizes porque continuam válidas, mas precisam ser atualizadas à luz do magistério do Papa Francisco, sobretudo da exortação apostólica Evangelium Gaudium e dos seus dois discursos, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, um discurso aos bispos e outro ao CELAM.”

O presidente da CNBB disse ainda que neste ano haverá o segundo momento do Projeto Pensando Brasil, que foi inaugurado na Assembleia passada e que envolve assuntos relacionados à reforma política.

“Vamos agora apresentar um segundo momento desse Pensando Brasil. É um projeto que vai, a cada Assembleia, sendo aprofundado e acrescentado outros temas. Nessa Assembleia, vamos falar das desigualdades sociais do Brasil”.

Agradecimentos

Dom Damasceno considera sua missão como presidente cumprida e torce para que a nova presidência seja capaz de dar continuidade no que está sendo feito há tanto tempo.

“Faço votos que nós na Assembleia encontremos uma nova presidência capaz de prosseguir nos trabalhos da conferência, dando continuidade no que está sendo feito há tantos anos, sempre promovendo a comunhão entre os bispos e a comunhão com o Santo Padre.”

O cardeal conclui agradecendo a Deus, a todos os bispos e aos demais membros da presidência por esse último mandato de quatro anos.

“Só tenho que agradecer a Deus por esse mandato de quatro anos, os bispos, os demais membros da presidência, os bispos da comissão episcopais pastorais, enfim, todo episcopado e também assessores da CNBB, porque depende não só de um, mas de todos, o êxito do trabalho que fazemos.”


“100 dias”, por Aécio Neves

Diz o provérbio popular que não há nada tão ruim que não possa piorar. Esse parece ser o lema dos cem primeiros dias do segundo governo Dilma, tal a capacidade que este tem de gerar a cada dia indicadores e projeções que agravam o cenário de crise econômica e paralisia política que assombra o país. Se não bastasse a corrupção em níveis estratosféricos, por si só uma mancha que envergonha o país, a nação se vê tomada por um sentimento de logro e decepção.

É a constatação de que o país foi levado às cordas, de forma irresponsável por motivações políticas menores: a manutenção de um projeto de poder a qualquer preço. A ruína é ética, econômica, política. O PT conseguiu, em poucos anos, o que parecia impossível: quase destruiu a nossa maior empresa, protagonizou os maiores escândalos de malversação dos recursos públicos da história do país, desorganizou todo o sistema elétrico, promoveu a desindustrialização e postergou um programa mínimo de investimentos na infraestrutura.

Empresas e famílias estão sofrendo com a alta dos custos financeiros. Em março, houve o maior saque líquido de recursos da caderneta de poupança em um único mês em toda a série histórica do BC, desde 1995. Foi o mês que registrou também a pior inflação dos últimos 12 anos, e o desemprego avançou em todas as regiões.

Não estamos diante apenas de um governo inapto à boa gestão. O que estamos assistindo é o fim melancólico de um ciclo de poder, com um legado que promete ser terrível. Nada mais simbólico deste ambiente do que uma presidente da República que terceiriza as suas principais responsabilidades.

A economia está nas mãos de um fiador e a política entregue a um partido que não é o seu. Ao abrir mão de gerir as duas áreas sobre as quais se fundamentam todas as decisões da administração, o que se constata é que a presidente mantém o cargo, mas renunciou ao governo. O resultado é um país sem rumo, imerso em desafios.

A verdade é que enquanto surfou na herança bendita do governo do PSDB e foi beneficiado por circunstâncias externas, o governo do PT conseguiu apresentar alguns resultados ao Brasil. Mas, quando começou a agir como o que de fato ele é, trouxe o país para o poço em que nos encontramos hoje.

O que é espantoso é que o PT continua como dantes, impávido, incapaz de esboçar qualquer autocrítica que reconheça a sua enorme responsabilidade pelo descalabro em que se encontra o Brasil. Acusados de corrupção são oficialmente recebidos sob aplausos em reuniões do partido, que se limita a enxergar os milhões de brasileiros indignados como mal agradecidos e desinformados.