quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Bispos pedem aos brasileiros que avaliem os programas eleitorais à luz do Evangelho

Imagem referencial.
Foto: Wikipedia / Protoplasma Kid (CC-BY-SA-4.0)
BRASILIA, 27 Ago. 14 (ACI/EWTN Noticias).- A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em colaboração com várias universidades e organizações católicas, publicou uma cartilha para as eleições presidenciais 2014 onde aconselha os fiéis a avaliarem os programas eleitorais dos candidatos presidenciais à luz do Evangelho.

“Seu voto tem consequências: um novo mundo, uma nova sociedade”, é o título da cartilha que foi elaborada por ocasião das eleições presidenciais de 5 de outubro, onde também serão elegidos os governadores, senadores e deputados federais e estatais.

O texto enfatiza a importância de uma participação consciente e responsável na eleição para o futuro do Brasil e convida os fiéis a informar-se sobre a realidade socioeconômica e política atual do país e sobre as propostas dos candidatos.

Também os exorta a avaliar os programas à luz da Palavra de Deus e dos ensinamentos do Papa Francisco; e a seguir as atividades que realizam os membros dos poderes do Estado.

O avião do PSB e seus fantasmas ficaram fora do debate

Candidatos durante o debate na TV Bandeirantes.
Foto: Miguel Schincariol/AFP
Incompreensível! O avião do PSB e seus fantasmas ficaram fora do debate. Ou: Aécio foi o melhor; Marina chuta canelas e grita “falta!”

A Rede Bandeirantes realizou ontem o primeiro debate entre os presidenciáveis. Por pouco, os maiores derrotados não são os telespectadores — muitos, creio, acabaram vencidos pelo sono. Três horas é tempo demais. Sei que a obrigação de chamar nanicos para o embate dificulta tudo. Mas que é pedreira, lá isso é. Não é fácil ter de ouvir Luciana Genro, do PSOL, a falar mais besteiras do que Levy Fidelix… O debate teve uma falha coletiva escandalosa, que beneficiou uma das candidatas. Já chego lá.

Um mínimo de honestidade intelectual, acho eu, obriga o crítico atento a considerar que o desempenho do tucano Aécio Neves, entre os três candidatos que contam, foi muito superior ao das adversárias. Respondeu ao que lhe foi perguntado, fez críticas, alinhavou propostas e aproveitou a oportunidade para anunciar o que já se dava como certo, mas sem chancela até a noite desta terça: se ele for eleito presidente, Armínio Fraga vai conduzir a economia. Antes assim. Quem estava em busca de conteúdo, basta rever o programa, encontrou um candidato do PSDB afiado.

Dilma também procurou responder às perguntas, justiça se lhe faça. O problema é que estava notavelmente atrapalhada, tropeçando na sintaxe e na fluência. Era visível sua tensão. Nessas horas, vimos isso já nos primeiros debates de 2010, suas frases se perdem em anacolutos, o ritmo da fala fica quebrado, e a gente tem dificuldade de acompanhar a linha de raciocínio.

Quem estava em busca de pose pôde se satisfazer com Marina Silva, do PSB, que estava especialmente agressiva, inclusive na aparência. Aquele ser doce e angelical do horário eleitoral, que fala sorrindo, com a vozinha quase sussurrante, beirando o meloso, não foi ao debate. Em seu lugar, compareceu uma senhora de cenho fechado, sobrancelhas arqueadas, óculos de leitura postos no meio do nariz, a olhar por cima, de modo arrogante. Quando lhe dirigiam uma pergunta, seu semblante reagia como se lhe tivessem dirigido uma ofensa. Nos dois últimos blocos, suponho que por sugestão de assessores, tirou os óculos e passou a sorrir. Não tivesse enveredado pela política, não faria feio como atriz.

Faço aqui um anúncio: quem conseguir achar uma proposta de Marina — uma só que seja — ganha um prêmio. Ela aproveitou seus momentos de fala para investir em paradoxos tão ao gosto dos que a incensam: ora demonstrava o seu lado inclusivo e reconhecia os benefícios que tanto o PSDB como o PT haviam proporcionado ao Brasil, ora tratava os dois partidos como expressões da velha política; ora dizia que queria governar com todos, ora sugeria que ninguém serve a seus propósitos — a menos, claro!, que passem por uma espécie de conversão. A líder da Rede foi notavelmente agressiva com Aécio e Dilma, mas chegou a lastimar, em entrevista posterior ao debate, o confronto entre os candidatos do PSDB e do PT. Ou por outra: chutava a canela e gritava: “Falta!”.

Incompreensível

Um dado me parece incompreensível. Para que serve um debate? Entre outras coisas, para que candidatos expliquem eventuais incongruências entre teoria e prática. Acho estupefaciente que nem os adversários de Marina nem os jornalistas tenham tratado do que, a esta altura, pode e deve ser visto como um escândalo: o avião do PSB que voada no caixa dois. Marina foi usuária da aeronave, é a herdeira da candidatura do partido, pertence legalmente à legenda e está obrigada a dar explicações, sim.

Pois bem! Nesta terça, o partido emitiu uma nota oficial em que nada explica. Na prática, admite a existência do caixa dois. Mais de uma hora antes do início do debate, o Jornal Nacional levara ao ar uma reportagem da maior gravidade (ver post): uma rede de empresas fantasmas, com seus respectivos laranjas, está envolvida na compra do avião. Isso quer dizer que não se está mais falando apenas de crime eleitoral.

O assunto, por incrível que pareça, ficou fora da conversa, enquanto Marina dava aula de educação moral e cívica para seus adversários e se colocava acima do bem e do mal, como representante da nova política. Talvez os jornalistas tenham deixado o caso para os candidatos. Pode ser que os candidatos tenham deixado o caso para os jornalistas. Quem acabou se dando bem foi Marina Silva, que não teve de lidar com seus fantasmas e ainda apontou o dedo acusador contra os adversários.

Assim, convenham, fica fácil.

Por Reinaldo Azevedo

Primeiro debate de TV entre candidatos à Presidência é marcado por ataques


Poucas horas depois da pesquisa eleitoral que mostra Marina à frente de Aécio no primeiro turno, embate foi transmitido pela Rede Bandeirantes.

O confronto direto marcou o primeiro debate entre os concorrentes à Presidência da República na TV, exibido na noite desta terça-feira pela Rede Bandeirantes. Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) não perderam a oportunidade de partir para o embate e acirraram a disputa eleitoral. Também participaram os candidatos Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB).

Primeiro bloco

Cada um dos presidenciáveis respondeu a uma mesma pergunta sobre segurança pública.

Segundo bloco

O debate esquentou quando os candidatos puderam fazer perguntas entre si, com direito a réplica e tréplica. Marina direcionou sua primeira fala a Dilma e questionou os resultados dos pactos firmados pela presidente após as manifestações de junho do ano passado. A candidata à reeleição rebateu lembrando a aprovação da lei que destinou royalties do petróleo para educação e saúde e a criação do programa Mais Médicos.

— Esse Brasil que a presidente Dilma acaba de mostrar, colorido, quase cinematográfico, não existe na vida das pessoas — retrucou Marina.

Na sequência, Dilma questionou Aécio sobre as medidas impopulares que o candidato tomaria para combater o desemprego.

— O Brasil tem hoje a menor taxa de desemprego da história. Quando o Fernando Henrique Cardoso, do seu partido, entregou o cargo a Lula, o desemprego era o maior. Que medidas impopulares o senhor irá tomar, além da redução do emprego e da redução do salário mínimo? — questionou Dilma.

O tucano revidou criticando a baixa geração de empregos no governo da petista e o que classificou de sucateamento da indústria.

— O governo perdeu a capacidade de inspirar confiança por um conjunto de ações desastradas e desconexas. A grande verdade é que o governo do PT surfou nas reformas do presidente Fernando Henrique, mas a bonança acabou — disse Aécio.

Na tréplica, Dilma afirmou que “o PSDB quebrou o Brasil três vezes”, e Aécio rebateu dizendo que sem o governo de Fernando Henrique Cardoso não haveria estabilidade econômica.

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No mesmo bloco, outro momento polêmico foi quando o candidato Eduardo Jorge perguntou a Aécio Neves qual a posição do tucano sobre a interrupção da gravidez. Aécio respondeu que acredita que a legislação atual deve ser mantida.

Pela primeira vez atrás de Marina na pesquisa realizada pelo Ibope, Aécio questionou a candidata do PSB sobre “a nova política”. O tucano cobrou coerência ao mencionar críticas de Marina ao governador de São Paulo e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB), e a afirmação da ambientalista de que gostaria de contar com o candidato ao Senado José Serra em seus quadros, caso fosse eleita. Marina afirmou que se sente inteiramente coerente com a renovação da política e que pretende combater a polarização entre PT e PSDB, que “já deu o que tinha que dar”.

Terceiro bloco

Jornalistas faziam perguntas aos candidatos, e outro presidenciável comentava a questão. Ainda no começo do bloco, Boris Casoy perguntou a Dilma Rousseff se reeleita a candidata manteria a atual política econômica.

— O Brasil enfrenta uma das mais graves crises internacionais. Nós recusamos a velha receita, onde se desempregava, arrochava, aumentava impostos e tarifas. Mantivemos o nível de emprego no momento que o mundo inteiro desemprega — respondeu Dilma. — Hoje, o filho do trabalhador pode virar doutor — acrescentou a presidente.

Na réplica, Aécio elevou o tom:

— As pessoas queriam morar no Brasil da propaganda do PT.

Quarto bloco

Na quarta e penúltima etapa do programa, os confrontos diretos entre os candidatos foram retomados. Logo no começo, Aécio atacou a presidente falando sobre a fraude na Petrobras.

— A senhora não quer aproveitar esse tempo para pedir desculpas ao povo brasileiro? — indagou o ex-governador mineiro.

— Candidato, eu acho que o senhor desconhece a Petrobras. Hoje, é a maior empresa da América Latina. Passou do valor de R$ 15 bilhões no governo do PSDB para R$ 110 bilhões — respondeu a presidente.

Marina Silva foi confrontada por Luciana Genro sobre os conselheiros econômicos da ex-ministra.

— É isso que você chama de nova política? Implementar a política econômica do PSDB? — indagou Luciana.

— Faremos um governo que a sociedade possa se sentir segura, vamos governar com os melhores, da iniciativa privada, do setor público, da academia e do empreendedorismo social — disse Marina. Quinto bloco

Jornalistas voltaram a fazer perguntas aos candidatos. Marina Silva foi perguntada sobre as críticas de setores que a chamam sua postura de radicalismo ambientalista. Marina disse que, na sua gestão como ministra do Meio Ambiente, a ideia era "juntar economia e ecologia no mesmo processo".

Outro momento de destaque da penúltima parte do programa foi o questionamento a Dilma Rousseff sobre a diferença de remuneração paga aos médicos brasileiros e estrangeiros no programa Mais Médicos.

— O Mais Médicos mantém um padrão ético e correto. Tentamos os médicos brasileiros, não encontramos voluntários. Hoje, 50 milhões de brasileiros têm acesso a médicos — respondeu a presidente.

Considerações finais

O debate também foi marcado por ataques dos candidatos que aparecem com índices menores de intenções de voto nas pesquisas aos três principais presidenciáveis. Nos instantes finais, cada candidato teve 1 minuto e 30 segundos para suas considerações finais. O embate terminou por volta da 1h.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Barrocas-Ba: Alunos são estimulados à redação de textos

 Estimulando a produção da redação: Textos escritos por alunos do CMB no JNV. II Edição

Incentivados pela Professora Mônica, alunos do Colégio Municipal de Barrocas durante as aulas de redação desenvolveram textos com temos diversos, após serem selecionados os mais bem avaliados segundo a própria professora, pela coerência, argumentação e desenvolvimento serão publicados nesta página.

Depois do texto INFÂNCIA PERDIDA escrito por Isabela Oliveira da Silva, 14 anos, o aluno Kerson Felipe tem seu texto publicado;

Que país é este? 

Brasil, o país onde a desigualdade social é muito grande: há crianças abandonadas, pessoas morando nas ruas, famílias desabrigadas e sem trabalho, adolescentes e crianças no mundo das drogas, menores se prostituindo para ter dinheiro para comer e muitas vezes sustentar o vício. Aí perguntamos:

-- Cadê as autoridades?

Preocupadas com a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016, gastando bilhões para financiar portos em outros países, gastando milhões em estádios e esquecendo-se da segurança pública, saúde e educação.

Gastam para fazer eventos esportivos que custam bilhões de reais e deixam nossos jovens nas ruas, nas mãos de bandidos, famílias inteiras morando debaixo de viadutos, saúde um lixo! E eles, os políticos? Só querem saber do que vai lhes beneficiar.

Então, enquanto os governantes gastam muito dinheiro em eventos passageiros, pessoas morrem em filas de hospitais, famílias são destruídas pelas drogas, jovens são mortos por dívidas com traficante ou em confrontos com a polícia.

E as autoridades? Não estão nem aí! Só pensam em festa, Copa do Mundo, dinheiro para eles e esquecem-se do país, da população.

Crianças abandonadas nas ruas, se drogando e muitas vezes roubando ou matando para conseguir dinheiro para comprar mais drogas. Enquanto nossos governantes só querem saber de poder, diminuindo os empregos e aumentando casa vez mais os benefícios públicos para a população para conseguir votos nas eleições. Conseguem o voto e nada melhoras; saúde, educação, segurança, transporte público...

Então, vamos pensar antes de botar algum político no poder! Não se deixe levar por promessas e abraços. Pense bem na hora de escolher em quem você vai colocar no governo. é hora de mudar!

@ Nossa Voz - Numa Ação de Incentivo a Escrita em Parceria com o CMB - Professora Mônica.

 A primeira seleção foi feita pela Professora.

Marina: muito avião para pouco sentido

A campanha de Marina Silva à Presidência começa a assumir uma dimensão um tanto perigosa. Ela se desenvolve em zonas de sombra, em que nada é muito claro, em que nada pode ser visto à luz do sol. Dos aviões que serviram ao PSB ao conteúdo do programa, tudo é ambíguo, incerto, sujeito a remendos. Será esse o melhor conteúdo para a chamada nova política? Basta que dois cardeais do marinismo façam acenos aos chamados “mercados” para que tudo fique no lugar?
Acho que não.
Mais um avião estranho surgiu na campanha do PSB. A Polícia Federal já investiga se o jato Cessna Citation 560 XLS, que caiu matando Eduardo Campos e mais seis pessoas, pertencia à Bandeirantes Companhia de Pneus Ltda. Agora, há outro jatinho suspeito: um Learjet 45, prefixo PP-ASV, que Campos usou no dia 20 de maio, em visita a Feira de Santana, na Bahia. Este, sim, está registrado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em nome da Bandeirantes, que tem sede em Pernambuco. O dono da empresa é Apolo Santa Vieira. Pelo registro na Anac, o Learjet 45 foi financiado pela Bandeirantes. Como foi comprado por leasing, enquanto a empresa não terminar de pagá-lo, pertence ao Bank of Utah Trustee.
Apolo Viera é réu em um processo por sonegação fiscal na importação de pneus, via porto de Suape (PE), que gerou um prejuízo de R$ 100 milhões de reais aos cofres públicos. Sua antiga empresa, a Alpha Pneus, recorre em segunda instância. A Bandeirantes foi criada em 2004, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e funciona em um galpão de médio porte.
E o que diz Marina Silva a respeito? Nada! Até agora, o PSB não conseguiu encontrar uma explicação para o primeiro jatinho. Também nada disse a respeito do segundo. Parece evidente que estamos diante de um caso escancarado de doação irregular de recursos para campanha — o chamado caixa dois, que pode resultar em cassação de candidatura e de mandato, a depender da fase em que se conclua o processo.
Não é só isso que Marina tem de explicar. Documento da Rede, que é seu real partido, defende o Decreto 8.243, aquele dos conselhos populares, e vai mais longe e prega o “controle social” da atividade política e defende que se criem “instâncias próprias para o exercício de pressão, supervisão, intervenção, reclamo e responsabilização”. Na aparência, parece bacaninha; na essência, pode não se distinguir de uma prática fascistoide.
Neste domingo, Marina negou a tentação totalitária e coisa e tal. O fato é que tudo, reitero, se desenvolve em zonas de sombra. Se não sabemos quem pagava os jatinhos do PSB, tampouco sabemos o real pensamento de Marina. Infelizmente, a imprensa brasileira, com raras exceções, tem usado para ela um critério bem mais manso e relaxado do que o empregado com os outros candidatos.
Uma eleição não pode ser determinada por um voo cego. É preciso que tudo seja debatido à claras.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: https://www.facebook.com/jucelia.hwisnieski

sábado, 23 de agosto de 2014

Aécio põe em prática estratégia para tirar Marina do 2º turno

O candidato à Presidência da República pelo PSDB,
Aécio Neves, durante evento realizado em Salvador (BA),
neste sábado (23) (Sérgio Pedreira/Folhapress)
Tucano orientou equipe a explorar 'falta de preparo' da presidenciável, que nunca assumiu cargo Executivo. Na Bahia, afirmou: tem propostas melhores
Laryssa Borges, de Salvador
Depois de detectar, em pesquisas encomendadas pelo PSDB, que a candidata do PSB à Presidência da República Marina Silva aparece isolada em segundo lugar nas intenções de voto, o candidato tucano ao Planalto, Aécio Neves, orientou apoiadores a explorar a “falta de preparo” da concorrente, que nunca assumiu um cargo no Executivo e é considerada, na avaliação de tucanos, “idealista demais”. A estratégia do PSDB inclui ainda colocar Aécio como um candidato que tem equipe técnica “mais preparada” para conduzir o governo, e mais habilidade política para negociar com o Congresso Nacional temas de interesse do país, como a reforma tributária – ponto prometido tanto pelo tucano quanto pelo ex-candidato do PSB Eduardo Campos... Leia na íntegra AQUI


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Pesquisa da XP: mercado aposta que bolsa cairá 23% se Dilma vencer


MARCELO SPERANDIO
A XP Investimentos, uma das maiores corretoras de valores independentes do país, fez uma pesquisa com os seus clientes para testar a expectativa da bolsa sobre a eleição presidencial. O resultado dá a dimensão do mau humor do mercado com a presidente Dilma Rousseff, do PT. Para 89% dos entrevistados, se Dilma for reeleita, o índice Bovespa ficará no patamar dos 45 mil pontos. Comparado ao Ibovespa de ontem, que fechou em 59 mil pontos, a bolsa brasileira cairia 23% com a reeleição de Dilma. 

Outros 10% acreditam que o índice vai estagnar e só 1% acredita na alta da bolsa. A expectativa do mercado melhora no cenário em que a ex-senadora Marina Silva, do PSB, aparece como a eleita. Nesse caso, os clientes da XP Investimentos apostam que o índice Bovespa ficaria na média dos 59 mil pontos – isso significa que a vitória de Marina vai manter o desempenho atual da bolsa brasileira. 

O otimismo do mercado está diretamente vinculado à possibilidade de eleição do senador mineiro Aécio Neves, do PSDB. Com o tucano no Planalto, 90% dos investidores ouvidos dizem que a bolsa vai disparar e chegar ao patamar dos 65 mil pontos. Para essa esmagadora maioria dos entrevistados, a eleição de Aécio causaria um aumento de 10% no índice Bovespa. Outros 9% acreditam que a situação vai estacionar e só 1% indica que a bolsa brasileira vai cair. A XP Investimentos ouviu 113 investidores institucionais nesta semana. A pesquisa ficou pronta ontem.


Fonte: