domingo, 15 de maio de 2011

PREFEITO DE BARROCAS FAZ REIVINDICAÇÕES EM BRASÍLIA

O prefeito de Barrocas, Almir de Maciel, esteve em Brasília participando da Marcha dos Prefeitos 2201 a Brasília, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM); foi acompanhado pelo seu secretário de Finanças José Jailson de Lima (Jai) e pela secretaria de Educação Jaqueline Avelino de Queiroz (foto).

Em sua viagem a Brasília, o prefeito Almir com o Secretário de Finanças e a Secretária de Educação estiveram com o deputado ACM Neto para cobrar urgência na liberação de emendas parlamentares que foram destinadas pelo deputado à cidade de Barrocas para construção do Estádio de Futebol. Em contrapartida, a Prefeitura de Barrocas entrará com 300 mil reais de recursos próprios.

A Secretária de Educação Jaqueline reivindicou uma visita técnica do Ministério da Educação (MEC) à Escola do Povoado Barreiras. A obra já está construída, faltando apenas detalhes e Autorização do MEC para ser inaugurada.


Leia reportagem completa do Dia News


sábado, 14 de maio de 2011

VATICANO ELOGIA LEI BRASILEIRA CONTRA POLÍTICOS CORRUPTOS


Segundo Dom Mario Toso (foto), secretário do Conselho Pontifício "Justiça e Paz", durante a coletiva de imprensa realizada para apresentar o Congresso Internacional sobre "Justiça e globalização: da Mater et Magistra à Caritas in veritate", disse que a lei brasileira "Ficha Limpa" é "um ponto de referência válido" e "deveria ser considerado viável em outros lugares".

A "Ficha Limpa" é apresentada pela Igreja no Brasil como "algo bom que pode ser útil para combater os fenômenos de ilegalidade, violência, injustiça, e de eleição de uma classe política", porque "a classe política nos diversos países deveria subir um pouco no nível moral e de exemplaridade" - acrescentou.



Veja matéria completa em http://www.zenit.org/article-27959?l=portuguese

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O CAMALEÃO

Cumpro o dever de pedir desculpa ao ilustre filhote de camaleão (foto) que visitou a casa de minha conterrânea em Barrocas. Peço desculpas por o terem chamado de "bicho feio" e de pensarem que fosse um animal perigos, conforme foi noticiado no Blog jornalanossavoz.blogspot.com.

Nada disso. Ele - o que aparece na foto - é ainda um bebê-camaleão.
Ele adulto, chega a ter um metro de comprimento. É lindo. O camaleão é inofensivo. Quando agredido, defende-se com sua longa cauda, dando chicotadas que deixam o vinco onde toca.

Quero pedir desculpas a toda a família dos camaleões por haver em Barrocas quem os desconheça. Eles não são estranhos, não são invasores, eles estão no seu habitat. Nas caatingas de Barrocas, nas roças de plantações, nos pastos e até nos limites dos terreiros das casas rurais onde havia árvores grandes, podiam-se ver camaleões. Eram conhecidos de todos.

Eles se alimentam de insetos e outros pequenos animais. Porém, seu alimento preferido são as folhas novas das árvores. Era muito comum encontrá-los, nos meses de primavera, sobre pés de barrigudas, umbuzeiros e outras árvores comendo os brotos novos.

Havia muitos camaleões na região antes do desmatamento. Caçadores ou não, gostavam de apanhá-los para variar o seu cardápio. Eu mesmo, quando menino na Fazenda Fortuna (a 12 quilômetros de Barrocas e três quilômetros de Teofilândia), cacei alguns camaleões nos terrenos de meu avô Pedro Pimentel de Oliveira (Pedro da Fortuna). Os matava, não por malvadeza, talvez levado pelo meu instinto genético como descendente dos índios. Quando menino, não usava arco e flecha como meus irmãos os índios, mas era bom no badogue.






Depois de morta, a caça era passada no borralho para tirar a pele; era esfolado e, depois, moqueado sobre brasas no espeto. Então estava pronta para ir à panela depois de temperada. Prato apetitoso.

Na quela época, até se justificava a caça, pois os camaleões eram abundantes e havia muita terra desmatada e muitos umbuzeiros e barrigudas pelas roças e pastos. Onde eles viviam e se reproduziam. Ajudava na economia familiar do catingueiro. Além disso, o camaleão é muito prolífero. Ele põe ovos, cerca de 30 unidades em cada desova.





Hoje é um animal raro. Quase em extinção. Desmataram as caatingas, destruíram seu habitat, tornou-se um desconhecido. Os que restam, não encontrando árvores no campo, começam a migrar para a cidade em busca de árvores nos quintais.

Espero que nosso bebê-camaleão da reportagem do Blog tenha sido devolvido à liberdade, solto em alguma área arborizada, longe de gatos e outros predadores. Longe do alcance dos badogues de moleques como eu fui. Respeitar e defender a Vida no planeta é dever de todos nós.











segunda-feira, 9 de maio de 2011

A BARBA DE JAQUES WAGNER


A BARBA DE JAQUES WAGNER E O DEBOCHE


O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), tira a barba neste domingo.
O insólito evento terá transmissão ao vivo pela internet e vai render ao petista a bagatela de R$ 500 mil, ou seja, sem abrir a boca, Wagner vai faturar o equivalente a duas palestras do ex-presidente Lula. Os recursos serão doados ao autossustentável Instituto Ayrton Senna, de São Paulo.

O chefe do executivo baiano tem todo o direito de mudar o visual....

Leia a matéria completa na Tribuna do Sisal - clicando aqui .

domingo, 8 de maio de 2011

UNIÃO HOMOAFETIVA: A FAMÍLIA É OUTRA COISA

Falando sobre a chamada "união homoafetiva", aprovada pelo STF no dia 5/5/2011, Dom João Carlos Petrini (foto), membro da Comissão da CNBB para a Vida e Família, reafirmou a posição da Igreja quanto ao significado da família:
"A Igreja não vai fazer uma cruzada sobre esse assunto. Não faz parte do estilo da Igreja especialmente nos últimos séculos. Mas nós vamos aprofundar cada vez mais a sua proposta, que é aquela de permanecer fiel àquilo que é reconhecido como um desígnio de Deus sobre a pessoa e a família", afirmou.
"Está no início da Bíblia, no Livro do Gênesis, nos primeiros versículos a origem e a diferença nos sexos. Não é uma elaboração posterior da parte das culturas humanas."
"Talvez não avaliamos a importância da mudança que está sendo introduzida estes dias, que não é um pormenor da vida. Trata-se de uma alteração na história que é multimilenar e não é exclusividade da Igreja e do cristianismo."
Dom Petrini afirmou que a Igreja respeita a decisão dos órgãos do Governo brasileiro, mas ressaltou que a nomenclatura "família" para as uniões homoafetivas descaracteriza o verdadeiro significado de família.
"A família é outra realidade, tem outro fundamento, se move dentro de outro horizonte, e esperamos que seja mantida esta distinção; assim como seria estranho uma pessoa que usasse um jaleco branco fosse chamada de médico, mas não é médico enquanto não tiver certos atributos para poder exercitar a medicina, da mesma forma é estranho também chamar qualquer tipo de união de casamento só porque duas pessoas decidiram morar embaixo do mesmo teto".
O bispo reafirmou que a posição da Igreja sobre o tema é muito aberta para quem quiser acolher ou rejeitar.
"Igreja não vai fazer uma cruzada sobre esse assunto", afirma bispo.

"Quem quiser poderá acolher ou rejeitar a posição da Igreja. Não vamos dar início a nenhuma cruzada, mas vamos procurar defender aquilo que desde Adão e Eva e até ontem foi sempre uma característica típica da vida em nossas sociedades", disse.

(Com CNBB)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

UNIÃO HOMOAFETIVA COMO ENTIDADE FAMILIAR: A CONSTITUIÇÃO É CONTRA



Advogado fala em nome da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil e diz que "pluralidade tem limite".



Falando em nome da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante julgamento de duas ações de reconhecimento de união homoafetiva como entidade familiar no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Hugo Cysneiros disse que a Constituição brasileira é clara e específica em relação à união estável. Ao ler o artigo 226 da Carta Magna ele destacou que se o legislador fosse favorável à equiparação de direitos para casais homoafetivos, teria usado a palavra "indivíduos" ou "seres humanos", e não homens e mulheres para efeito de proteção do Estado. Aqui se procura o que quis dizer o nosso legislador. Acho que ele já disse tudo.





A Constituição falou em homem e mulher. Se a falta da palavra apenas permitisse pensar de outra maneira, a Constituição usaria a palavra indivíduos, seres humanos, pessoas (...) Lacuna constitucional não pode ser usada para encontrar na Constituição aquilo que quero ouvir", disse. "Aqui não é luta do bem contra o mal (...) a Constituição é contra", completou.
Ele ainda questionou como seria possível ir contra a constitucionalidade de um trecho do Código Civil, que prevê a união estável entre homens e mulheres, uma vez que ele é uma cópia do artigo da própria Constituição.

"O dispositivo inconstitucional reproduz a constituição, como pode ser inconstitucional. Não se trata de dizer se contra ou a favor de alguma coisa, mas se é ou não constitucional. Afeto e existência não pode ser requisito fático para existência de união estável (...) pluralidade tem limite", disse.





Após centrar foco em argumentos constitucionais, o advogado também buscou no cristianismo embasamento para seus argumentos. Disse que alguns poderiam considerá-lo medieval, mas que disso não sentiria vergonha, pois "São Tomás de Aquino também foi considerado medieval".




Ainda destacou que "o catecismo vê esse tipo de comportamento algo que deve ser combatido e não admitido por quem crê na fé cristã".

Severino Motta, iG Brasília 04/05/2011.
Fonte: CNBB


domingo, 1 de maio de 2011

BARROCAS E O TREM


As novas gerações de Barrocas e também os quarentões e cinquentões veem a estação da estrada de ferro e os trilhos da ferrovia que cruzam esta cidade, nem imaginam a importância daquela estação e daqueles trilhos na época em que ali foram instalados e nos anos seguintes. Basta dar uma busca no passado para entender. Antes da ferrovia, as pessoas se deslocavam, para aonde quer que fossem, em montarias: cavalos, burros e jumentos. As mercadorias eram transportadas em caros de bois e em tropa de muares e asininos.

O trem foi o primeiro meio de transporte terrestre a chegar, ligando a capital ao interior; ligando o litoral ao sertão. Em 1863, a estrada de ferro, partindo de Caçada – Salvador – chega a Alagoinhas. De Alagoinhas, a construção da ferrovia parte em direção a Juazeiro da Bahia. Em 1880, chega a Serrinha e em 1882, a ponta de trilho chega à Fazenda Espera, então município de Serrinha. Daqui, começa a história de Barrocas.

Inaugurada a ferrovia Calçada – Senhor do Bonfim (1887) , começaram a circular os trens de passageiro e de carga. Surge em Barrocas um “ponto de parada” para os trens, depois, constrói-se uma estação de tábuas coberta de zinco e, finalmente, em 13 de maio de 1943, é inaugurada a estação de Barrocas – esta que vemos hoje transformada em centro cultural.

Começa então o movimento de passageiros viajando para a capital e para outros estados. Barrocas é o centro da região que atrai o pessoal. Movimento de pessoas e de mercadorias para serem embarcadas no trem. De Barrocas, podia-se ir para Minas, Rio, São Paulo, embarcando no trem até Juazeiro e, de lá, pegando o “vapor” e seguindo viagem pelo Rio São Francisco até o destino.

E os caminhões, automóveis, ônibus? Não havia. Fora o animal, o único meio de transporte na região era o trem. Só havia a estrada de ferro. Estamos nas últimas décadas de 1800. A estrada de rodagem – o trecho da BR 116 - só veio chegar a Serrinha na seca de 1932. O primeiro automóvel a chegar a Barrocas foi a “fubica” do padre Carlos, vigário de Serrinha (luxo para a época). O primeiro caminhão de Barrocas foi comprado por João Olegário de Queiroz, falecido em 26 de abril de 2009.
No final da década de 50, mesmo com a rodovia passando por Serrinha, os donos de automóvel e de caminhão na cidade podiam-se contar de dedo. Mas os trens estavam firmes, altaneiros, majestosos, construindo e transportando o progresso.

E os burros e os jumentos? Esses, coitados, não tiveram descanso; pelo contrário, tiveram trabalho redobrado, transportando mais produtos das roças e fazendas para perto do trem.

É difícil para a geração, hoje, acostumada com a facilidade de transporte e com as rodovias melhorando, entender a importância do trem naquela época. Mas nós, remanescentes do final daqueles tempos, estamos aqui para resgatar a nossa memória e incentivar o amor por aquilo que marcou o início da história de nossa cidade – o trem.